Plano Safra de R$ 525 bilhões deve ampliar movimentação de cargas em portos e hidrovias

Governo projeta avanço da produção, enquanto exportações ampliam a demanda por infraestrutura de transporte.
O volume de recursos do Plano Safra 2026/2027, lançado pelo Governo Federal, deve ampliar o crédito para o setor agropecuário em um momento de crescimento da produção e das exportações brasileiras. O programa prevê R$ 525,1 bilhões em crédito e instrumentos de política agrícola, R$ 9 bilhões a mais do que o disponibilizado na edição 2025/2026.
Durante o lançamento, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou a participação do agronegócio nas exportações brasileiras. “Nós batemos recorde de exportação no ano passado, dos 349 bilhões de dólares exportados pelo Brasil, 169 bilhões vieram do agro. Tem um efeito fantástico, no sentido de estabilidade e de fortalecimento da economia brasileira”, afirmou.
Representando o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a secretária-executiva Thairyne Oliveira afirmou que o aumento da produção agrícola tende a ampliar a demanda por infraestrutura logística para o escoamento da safra.
“Os portos brasileiros são a principal porta de saída do comércio exterior e a integração entre os diferentes modais torna o escoamento da safra mais eficiente, reduz custos e diminui prazos. Os recursos anunciados pelo Plano Safra também impulsionam a demanda por uma logística cada vez mais moderna e competitiva”, destacou.
HIDROVIAS GANHAM ESPAÇO NO ESCOAMENTO DE GRÃOS
De acordo com o Anuário Agrologístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a participação do modal hidroviário na exportação de grãos passou de 8% em 2010 para 15% em 2025, consolidando-se como alternativa estratégica para reduzir custos e aumentar a eficiência logística.
O estudo destacou ainda a importância da soja, principal produto exportado pelo Brasil, que passa obrigatoriamente pelos portos nacionais. Em 2025, as exportações do grão alcançaram 108,18 milhões de toneladas, volume 9,5% superior ao registrado em 2024.
O Estado do Mato Grosso permaneceu como principal estado produtor e exportador, com 32,06 milhões de toneladas embarcadas. Entre os corredores de exportação, o Porto de Santos liderou a movimentação, com 34,57 milhões de toneladas, seguido pelos portos de Itaqui (MA), Paranaguá (PR), Barcarena (PA) e Rio Grande (RS).
A China segue como o principal destino da soja brasileira, respondendo por 85,4 milhões de toneladas adquiridas, o equivalente a 78,9% das exportações do produto.
Fonte: Mundo Logística




