Galpões logísticos superam 2 milhões de m² em absorção no primeiro semestre de 2026

Levantamento da Newmark Brasil, divulgado pela EXAME, revelou que Mercado Livre e Amazon lideraram as contratações de novos espaços no período.
O mercado brasileiro de condomínios de galpões industriais e logísticos alcançou 2,054 milhões de metros quadrados em absorção bruta no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Newmark Brasil, divulgado pela EXAME. O desempenho foi impulsionado pela expansão do e-commerce, com grandes movimentações lideradas por empresas como Mercado Livre e Amazon. No entanto, empresas de logística integrada também tiveram participação relevante.
Além da absorção registrada nos primeiros meses do ano, o mercado também apresenta uma perspectiva positiva. De acordo com a pesquisa, entre abril e maio, as pré-locações contratadas para empreendimentos ainda em desenvolvimento adicionaram outros 448 mil m² ao volume movimentado.
Para a EXAME, a head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark, Mariana Hanania, destacou que a expansão não se limita a novos metros quadrados. “Ela vem acompanhada de uma redistribuição estratégica da ocupação por regiões, o que torna o segmento de galpões industriais e logísticos cada vez mais relevante para a competitividade das empresas”, pontuou.
De acordo com a publicação, o Mercado Livre foi responsável pela maior área contratada no período, com 109 mil m² em locações concentradas principalmente em São Paulo, além de operações no Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Mato Grosso. Na sequência, a Amazon ocupou 82 mil m² em empreendimentos localizados entre São Paulo e Paraná.
O levantamento da Newmark reforça uma tendência já observada ao longo do ano. Os ativos logísticos movimentaram mais de R$ 1 bilhão em transações no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Colliers. De acordo com a gestora, o avanço do e-commerce tem sido um dos principais fatores por trás dessa demanda por galpões logísticos.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico brasileiro deve superar R$ 258 bilhões em 2026. Dessa forma, a necessidade de operações de entrega mais rápidas mantém as empresas do setor no topo dos contratos de locação de galpões, conforme aponta a Colliers.
Fonte: Mundo Logística




