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Brasil amplia presença na maior feira de rochas da Ásia em meio ao crescimento das exportações

A indústria brasileira de rochas naturais ocupará um pavilhão de 555 m² no Hall A5 da Xiamen Stone Fair, reunindo 22 empresas e ampliando sua participação em relação à edição anterior, quando o país esteve presente com 20 expositores. A iniciativa integra o programa It’s Natural – Brazilian Natural Stone, promovido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A presença brasileira no maior evento de rochas naturais do Oriente ocorre em um momento de forte expansão das exportações do setor de rochas naturais. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão, resultado que representa crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior. No período, os embarques alcançaram 132 países, ampliando a presença internacional da indústria brasileira frente aos 125 destinos registrados em 2024.

Nesse cenário, a China se consolida como um dos mercados mais estratégicos para o setor brasileiro, ocupando a segunda posição entre os principais destinos das exportações. Em 2025, o país asiático importou US$ 260,1 milhões em rochas naturais do Brasil, o equivalente a 17,5% das vendas externas do setor. Os Estados Unidos seguem na liderança, com US$ 795 milhões e 53,6% de participação, enquanto a Itália aparece na terceira posição, com US$ 117,7 milhões (7,9%), registrando crescimento expressivo de 42,2% no período.

O desempenho das vendas brasileiras para a China vem apresentando trajetória consistente de expansão nos últimos anos. As exportações passaram de US$ 154,9 milhões em 2021 para US$ 260,1 milhões em 2025, avanço impulsionado principalmente pela demanda por granito, que responde por 57,5% das vendas ao mercado chinês (US$ 149,5 milhões), seguido pelo quartzito (24,2%, com US$ 62,9 milhões) e pelo mármore (11,9%, com US$ 30,9 milhões).

No recorte regional, o Espírito Santo lidera as exportações brasileiras para a China, com US$ 141,7 milhões embarcados em 2025 e 54,6% de participação no total exportado. Na sequência aparecem Minas Gerais, com US$ 56,3 milhões (21,7%), e o Ceará, com US$ 25,8 milhões, estado que registrou crescimento expressivo de 309,6% em relação ao ano anterior.

 

 

Fonte: pex-Brasil

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