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Postado em 7 de janeiro de 2019 | 17:49

Francisco Turra: o país deve fortalecer acordos comerciais e ousar na busca de novas parcerias

Novo governo, nova configuração geopolítica e novas mentalidades. Há grande expectativa, mas tenho certeza: não há projeto pronto e intocável. É tempo de apresentar propostas. A partir de janeiro, o presidente eleito Jair Bolsonaro precisará implementar programas de modernização industrial para cumprir a promessa de gerar 10 milhões de empregos. É o momento de estabelecer um programa de financiamento que permita ao empresário – incluindo o pequeno empreendedor – comprar máquinas e equipamentos com linhas de longo prazo e juro baixo.

A agroindustrialização pode ser a âncora do projeto. Temos de agregar valor. O Brasil precisa aproveitar melhor sua vocação empreendedora. Não podemos perpetuar o equívoco do sufocamento e da destruição de empresas. Como Winston Churchill disse certa vez: “Muitos olham para o empresário como o lobo a ser caçado; outros olham para ele como uma vaca a ser ordenhada; poucos são os que o enxergam como o cavalo que puxa a carroça.”

Com visão de longo prazo e responsabilidade, o país deve fortalecer os acordos construídos. Resultado de muito trabalho, conquistamos a confiança dos mercados mais exigentes pelo mundo afora. E, a partir de uma pauta de exportação diversificada, geramos divisas e empregos para o país. Nossa base é sólida e nos permite avançar mais e sonhar grande.

Por isso, foi oportuno o posicionamento da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, antecipando que o comércio exterior será uma de suas prioridades. Em declaração após reunião com o presidente eleito, ela ressaltou a importância do setor de carnes para a economia, destacando uma boa nova: a reabertura da Rússia para a carne suína brasileira. De forma acertada, defendeu a necessidade de estabelecer acordos bilaterais.

Quando assumi o Ministério da Agricultura, no primeiro encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso, expus tudo o que deveria ser encarado. Entre as metas definidas, estavam colher 100 milhões de toneladas e abrir mercados para a proteína animal brasileira. À época, alguns achavam utópico. Porém, conseguimos.

Agora, com o novo governo, a ousadia deve voltar à pauta. Esse é o caminho inevitável para a retomada. Modernizar a indústria com visão sólida e sustentável de tecnologia e inovação devolverá ao Brasil o otimismo de outros tempos.

Fonte: GaúchaZH

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