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Postado em 18 de janeiro de 2024 | 18:01

O desafio logístico da alta temporada

Cada vez mais vemos aumentos na demanda por serviços logísticos ao longo do ano e podemos ter certeza de que o mundo precisará de cadeias de abastecimento eficientes mais do que nunca.

O setor de logística passou por mudanças significativas ao longo dos anos, sempre se adaptando às demandas do consumidor. Por décadas, era possível perceber uma sazonalidade na indústria. O período das festas de final de ano era conhecido como a alta temporada dos serviços. Hoje, são observados múltiplos momentos de grande demanda espaçados de maneira mais uniforme ao longo do ano. Estamos passando de um cenário dominado por um único pico para um que se parece mais como uma extensa cadeia de montanhas.

No passado, nas semanas que antecediam o Natal, era registrado um aumento significativo na atividade comercial e de transporte. As empresas de logística precisavam trabalhar arduamente para garantir entregas pontuais e otimizar a eficiência operacional. Planejamento antecipado, coordenação eficaz e estratégias específicas eram fundamentais para atender a esse pico na demanda, mantendo a qualidade do serviço.

No entanto, o mundo tem mudado rapidamente: os consumidores adotaram novos hábitos de compras, impulsionados pela globalização, pelo crescimento no comércio eletrônico e pela nova dinâmica da cadeia de suprimentos.

Avanços tecnológicos e mudanças socioeconômicas impulsionaram criaram expectativas e preferências dos consumidores. Desde 2020, percebe-se que as pessoas estão fazendo compras de maneira diferente. Um dos resultados disso foi o aparente fim do pico de final de ano, indicando a necessidade de uma grande reformulação na forma como os provedores de logística planejam suas atividades.

O crescimento sem precedentes do comércio eletrônico é um dos efeitos mais evidentes e duradouros da pandemia. Com opções limitadas para compras em lojas físicas e empresas buscando oferecer formas amigáveis de compras online, não foi surpresa que o comércio eletrônico tenha crescido significativamente durante esse período. Mesmo com opções presenciais disponíveis novamente, dados do FMI mostram que a participação de vendas online nos gastos totais das famílias ainda está acima do que seria sem a crise global.

Com isso, percebemos cada vez mais que há alta demanda em grandes eventos de vendas ou promoções especiais dos varejistas online. Por exemplo, estima-se que o evento Prime Day da Amazon, nos dias 11 e 12 de julho, atraiu cerca de 150 milhões de compradores, criando cerca de 100 mil empregos temporários só nos Estados Unidos.

Se observarmos essas tendências em conjunto, é fácil perceber como a ideia de uma única temporada de pico anual pode não fazer mais sentido. Incentivos crescentes para os consumidores realizarem compras online ao longo do ano naturalmente levarão a inúmeros picos, talvez menos previsíveis, em novos momentos.

Para se adaptar a esses novos padrões anuais, a flexibilidade crucial para o setor de logística. Serviços que permitam às empresas alterar rapidamente seus planos de transporte, como as Soluções de Transporte Multimodal da DHL Global Forwarding, ajudarão as empresas a responder às novas e mutáveis necessidades dos consumidores. Independentemente dos serviços que os provedores ofereçam, a capacidade de apoiar nossos clientes durante este período desafiador certamente será fundamental para o sucesso.

A tecnologia também tem fornecido muitas ferramentas: a Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) e a análise de dados possibilitam uma maior eficiência na gestão logística, auxiliando as empresas a se adaptarem aos novos picos de demanda.

Isso significa que a temporada do final do ano acabou? Não. Mas é uma entre várias. Cada vez mais vemos aumentos na demanda por serviços logísticos ao longo do ano e podemos ter certeza de que o mundo precisará de cadeias de abastecimento eficientes mais do que nunca. Agora, é responsabilidade da indústria de logística usar as ferramentas disponíveis a nosso favor e enfrentar o desafio para mantermos os fluxos de comércio em movimento.

 

 

 

 

Fonte: Tim Robertson é CEO da DHL Global Forwarding Américas


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