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Petrobras contesta defasagem no preço do diesel

Em comunicado ao mercado, a estatal afirmou que a política de reajustes não segue uma periodicidade definida em relação ao mercado internacional.

Em meio a notícias sobre uma possível defasagem nos preços do diesel, a Petrobras negou a informação e afirmou que a política de reajustes não segue uma periodicidade definida em relação ao mercado internacional. De acordo com uma publicação do Valor Econômico, a manifestação, divulgada  é uma resposta da estatal a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o assunto.

A empresa rebateu uma reportagem do Brazil Journal que citava os dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicon). O texto, publicado no final de março, apontou que o diesel da Petrobras estava sendo vendido 86% abaixo da paridade internacional; já a gasolina estaria com 64% de defasagem.

No entanto, a companhia desmentiu essa informação. “Em relação aos cálculos apresentados na notícia, a Petrobras esclarece que não reconhece tais valores e estimativas”, apontou a empresa em comunicado ao mercado.

A estatal explicou que os reajustes de preços continuam sendo feitos sem periodicidade definida. De acordo com a empresa, esse mecanismo evita o repasse da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio para os preços internos, considerando melhores condições de refino e logística da Petrobras.

A companhia ainda disse que as definições dos preços dos combustíveis seguem critérios próprios. “Quando necessários, os reajustes são realizados com base em análises técnicas e em linha com a governança da Companhia”, acrescentou a Petrobras em comunicado.

REAJUSTES NO PREÇO DO DIESEL

A companhia ainda apontou que reajustou o preço de venda do diesel A para os distribuidores em R$ 0,38 por litro no dia 14 de março. Desde então, o preço do diesel registrou uma alta de 9,87%, passando de R$ 6,79 para R$ 7,46, segundo o IPC.MLog — indicador da MundoLogística que acompanha em tempo real a evolução do preço do diesel no Brasil.

O Conselho de Administração da Petrobras também aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

“Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado e o benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro”, reiterou a companhia.

MEDIDAS DO GOVERNO PARA MITIGAR OS IMPACTOS DO DIESEL

Nesse cenário, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou o conjunto de medidas proposto pelo Governo Federal para mitigar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio.

Entre as principais ações está a Medida Provisória que amplia os mecanismos de subvenção ao diesel, com o objetivo de garantir o abastecimento e reduzir pressões inflacionárias. No caso dos importadores, o pacote de medidas prevê também um incentivo adicional de R$ 1,20 por litro, com custeio compartilhado entre União e Estados.

As medidas têm caráter temporário, com duração inicial até o fim de maio, podendo ser prorrogadas conforme a evolução do cenário internacional, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

MOVIMENTAÇÕES NA PETROBRAS

Em paralelo, a Petrobras informou que o Conselho de Administração aprovou o encerramento antecipado do mandato do diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser.

A movimentação aconteceu após uma série de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um leilão realizado pela estatal. Na ocasião, a Petrobras comercializou cerca de 70 mil toneladas de GLP (gás de cozinha) com valores acima dos praticados na tabela oficial da companhia.

 

 

Fonte: Mundo Logística

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