Ultracargo investe R$ 458 milhões para ampliar logística de biocombustíveis

Segundo o CEO da empresa, Fulvius Tomelin, a empresa está provendo soluções para os combustíveis chegarem nos centros consumidores da forma mais eficiente possível.
A Ultracargo anunciou R$ 458 milhões em investimentos desde junho de 2025 para ampliar a logística de biocombustível no Brasil. De acordo com a AgFeed, os aportes da empresa especializada no transporte de granéis líquidos foram destinados para um desvio ferroviário em Rondonópolis (MT) e um novo terminal em Palmeirante (TO).
Para o portal de notícias, o CEO da empresa, Fulvius Tomelin, afirmou que 8% dos volumes movimentados e também da receita da companhia obtida em 2024 estão relacionados aos biocombustíveis, com destaque para o etanol e biodiesel.
“Esse número [8% de biocombustíveis] era muito mais baixo anos atrás. Ele vem crescendo exatamente porque estamos provendo soluções para poder fazer com que os biocombustíveis saiam dos seus centros produtores, que geralmente são locais mais afastados, mais no interior do Brasil, e cheguem nos centros consumidores da forma mais eficiente possível”, destacou Tomelin.
INVESTIMENTOS DA ULTRACARGO
Segundo a AgFeed, a maior parte dos investimentos realizados pela empresa no último ano está posicionada em locais onde há potencial de crescimento da produção de etanol de milho. Recentemente, por exemplo, a Ultracargo iniciou a operação do novo desvio ferroviário no terminal de Rondonópolis (MT).
O desvio, com cerca de quatro quilômetros de extensão, conecta o terminal à malha ferroviária da região, amplia a capacidade de movimentação de produtos e impulsiona a estratégia de interiorização da companhia. Na época, a companhia destacou que a iniciativa reforça a integração logística entre o Centro-Oeste e o Sudeste, além de consolidar um dos principais corredores multimodais do país para o escoamento de biocombustíveis e derivados de petróleo.
“Estamos falando de um projeto que amplia a integração de modais de transporte entre regiões produtoras e centros consumidores, criando condições mais eficientes, seguras e sustentáveis para o escoamento de insumos essenciais”, afirmou Tomelin sobre o assunto.
Além disso, a Ultracargoanunciou a expansão de um duto de biodiesel, em parceria com a Cofco, também em Rondonópolis, com investimento de R$ 2,2 milhões.
De acordo com a companhia, o novo duto tem capacidade de 280 m³ por hora, seis vezes mais rápido que o transporte rodoviário. A previsão é eliminar a circulação de até cinco mil caminhões por ano.
Já em Paulínia (SP), a empresa investiu R$ 200 milhões em um desvio ferroviário. Segundo a empresa, o desvio tem 4,4 km de linhas férreas, 14 posições de carga e 28 de descarga, e está conectado à malha ferroviária da Rumo.
Na ocasião, a Ultracargo destacou que a operação terá capacidade de tancagem estática de 180 mil m³, e poderá movimentar até 6 milhões de metros cúbicos de produtos por ano, sendo 3 milhões de m³ de etanol e 3 milhões de m³ de derivados.
Em setembro de 2025, a companhia iniciou as operações de um novo terminal na região Palmeirante (TO). O empreendimento é conectado com o Porto do Itaqui, no Maranhão. Os combustíveis derivados de petróleo chegam por São Luís e abastecem o eixo central do MATOPIBA.
No Nordeste, a Ultracargo ainda realizou uma operação de exportação de biodiesel, por meio de sua unidade no porto de Aratu (BA), com destino para Europa. “Estamos fazendo expansão em Suape (PE), expansão em Itaqui (MA), e isso é exatamente para suportar o que está intrinsicamente ligado à economia brasileira. Onde a economia brasileira cresce é principalmente no agro”, acrescentou Tomelin.
ALTA DOS BIOCOMBUSTÍVEIS
Esses investimentos da Ultracargo coincidem com a alta dos biocombustíveis no Brasil. Segundo a mesma publicação da AgFeed, a produção do etanol de milho, que era de pouco mais de 4 bilhões de litros há cinco anos, na safra 2026/2027 está sendo estimada em 12 bilhões de litros.
“Há uma demanda por combustíveis, afinal de contas, você depende do diesel pra mover máquinas agrícolas, principalmente”, destacou Tomelin.
Fonte: Mundo Logística




