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Postado em 8 de setembro de 2020 | 19:14

PIB do transporte tem queda recorde

O PIB (Produto Interno Bruto) do transporte registrou queda recorde de -11,3% nos seis primeiros meses desse ano. Por sua vez, o PIB do Brasil teve uma queda de 5,9% nos seis primeiros meses de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dessa forma, a queda do transporte é quase o dobro de retração.

Esse foi o pior resultado para o setor desde o início da série histórica das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 1996. Além disso, o desempenho do transporte foi duas vezes pior do que o registrado no auge recessão de 2014-2016.

É o que revela a nova edição do Transportes em Números, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), nesta quinta-feira (3), e que detalha os resultados da atividade econômica no primeiro semestre de 2020, apresentando a dimensão dos impactos da crise mundial provocada pela novo coronavírus no acumulado do período.

Setores

Segundo a publicação, entre todas as atividades, os serviços de transporte de cargas e passageiros apresentaram a segunda maior queda do valor adicionado no semestre. Portanto, atrás apenas de “outras atividades de serviços” (serviços de alojamento, alimentação, saúde e educação consumidos pelas famílias, serviços domésticos remunerados e serviços culturais, desportivos e recreativos), que caiu 13,6%.

De acordo com presidente da CNT, Vander Costa, chama atenção para o fato de o transporte ter registrado, dentre todas as atividades, a segunda maior retração no segundo trimestre de 2020. “Essa contração histórica aconteceu em um momento em que ainda buscávamos recuperar os prejuízos de outra recessão, a de 2014-16. Por isso, consideramos que levará um tempo significativo para que todos os segmentos de transporte, em especial os de passageiros, recuperem os patamares pré-crise Covid-19. Apesar de o momento ser de cautela, esperamos que a economia intensifique a sua reação já nos próximos meses de modo a recompor financeiramente as empresas, bem com propiciar o ambiente necessário para a retomada dos investimentos em infraestrutura.”

Fonte: Frotas & Cia

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