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TCP e Brado anunciam ampliação de ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá

De acordo com as companhias, o projeto prevê uma terceira linha de trilhos e área de manobra, elevando a capacidade de 55 mil para até 66 mil contêineres ao ano.

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística anunciaram a ampliação da infraestrutura ferroviária na área operacional do complexo. O projeto prevê a construção de uma terceira linha de trilhos e de uma área de manobra, somando 757 metros adicionais de ferrovia.

Viabilizada pela Brado, a ampliação será dedicada exclusivamente às operações da companhia, com expectativa de elevar em aproximadamente 20% a capacidade do modal. Com a expansão, o Terminal estará capacitado operacionalmente para uma movimentação anual de até 66 mil contêineres cheios por ferrovia a partir de 2027, frente à capacidade máxima atual de 55 mil.

Hoje, a TCP opera com duas linhas: enquanto um trem chega ao pátio de operações, o outro deixa a área, permitindo a operação de carga e descarga de 41 contêineres por vez. Com a nova linha e a área de manobras, dois trens poderão operar simultaneamente, enquanto um terceiro realiza a saída, podendo dobrar o volume recebido por encoste para até 82 unidades.

Segundo o gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, Giovanni Guidolim, a expansão fortalece serviços estratégicos dentro do portfólio logístico do Terminal. “A ferrovia oferece previsibilidade, confiabilidade e custos logísticos competitivos, fatores essenciais para cadeias exportadoras como as de papel e celulose e de carnes congeladas”, analisou.

O executivo destacou que como a TCP é o único terminal do Sul do Brasil com conexão direta entre a área alfandegada e o ramal ferroviário, os contêineres podem ser transferidos diretamente entre os vagões e o pátio, sem necessidade de transporte intermediário por caminhões. “Isso reduz etapas logísticas, aumenta a eficiência da operação e torna o serviço estratégico e eficiente para os exportadores”, constatou.

Para o gerente executivo da área comercial e de novos negócios da Brado, Vinicius Cordeiro, a ampliação das operações está diretamente conectada à estratégia de ampliar a participação da ferrovia na matriz logística dos clientes da empresa.

“Ao estruturarmos uma operação dedicada no Terminal, criamos condições reais de crescimento para nossos clientes, principalmente no agronegócio da região. Além disso, a ampliação viabiliza uma logística mais eficiente e sustentável, permitindo a diversificação de novos produtos e novos parceiros com maior capacidade, competitividade, aumento da confiabilidade e menor impacto ambiental”, afirmou.

Além disso, a expansão em Paranaguá também vai de encontro com o fortalecimento de um setor de grande importância para o país. Cordeiro destacou que Paraná tem uma força robusta em proteína animal, liderando nacionalmente a produção de frango, além de ocupar a vice-liderança em suínos, o que exige soluções logísticas eficientes.

“É justamente para acompanhar esse volume que avançamos na ampliação da infraestrutura no terminal, criando condições para expandir o uso da ferrovia e tornar essa operação ainda mais estratégica”, complementou.

 

A ampliação da ferrovia integra um conjunto amplo de investimentos realizados pela TCP para fortalecer a infraestrutura logística do complexo. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu cerca de R$ 500 milhões em melhorias operacionais e na expansão da capacidade do terminal.

A Brado, por sua vez, investiu em novos trilhos e três aparelhos de movimentação de via (AMVs) para a expansão da TCP em 2026. Esses equipamentos permitem a transferência de um trem de uma linha para outra, com foco no direcionamento do tráfego e realização de manobras.

Para o gerente de operações logísticas da TCP, Washington Renan Bohnn, os investimentos realizados nos últimos anos têm como objetivo preparar o Terminal para um crescimento sustentado da operação.

“Ao ampliar a capacidade do terminal e integrar melhor os modais de transporte, conseguimos oferecer soluções mais competitivas para os nossos clientes e contribuir diretamente para a eficiência da cadeia logística do comércio exterior brasileiro”, completou.

 

 

Fonte: Mundo Logística

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