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DHL E-commerce Day: 5 tendências que estão moldando o futuro do setor

Primeira edição do evento destacou tendências que já impactam o mercado e devem orientar as estratégias do setor.

Velocidade, eficiência logística, Inteligência Artificial e decisões orientadas por dados deixaram de ser tendências futuras para se tornarem fatores centrais de competitividade no mercado de e-commerce e Supply Chain. Esse cenário é refletido no estudo The Future Shopper Report 2025, da VML, que apontou que 57% dos consumidores brasileiros esperam receber as compras em até 24 horas.

Os temas estiveram no centro das discussões da primeira edição do DHL E-commerce Day, realizada em São Paulo (SP). O evento reuniu executivos e especialistas do setor para discutir os caminhos de evolução do varejo digital, reforçando que a integração entre tecnologia, dados e operações logísticas deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para competitividade.

A DHL sintetizou cinco tendências centrais discutidas no evento que já estão impactando o mercado e devem orientar as estratégias das empresas:

1- Dados como ativo estratégico para eficiência operacional

De acordo com a empresa, a base da operação logística moderna está na capacidade de coletar, integrar e interpretar dados em tempo real, garantindo mais precisão no planejamento de demanda, melhor alocação de estoque e maior capacidade de antecipar picos sazonais no e-commerce.

Mais do que impulsionar eficiência operacional, os dados passaram a ocupar um papel estratégico na compreensão do comportamento de compra e da jornada do consumidor, permitindo identificar padrões de navegação, recorrência de consumo, abandono de carrinho e preferências regionais para orientar decisões mais assertivas de sortimento, pricing, mídia e relacionamento.

Nesse cenário, marcas que conseguem transformar dados em inteligência aplicada conquistam vantagem competitiva ao criar experiências mais relevantes e personalizadas, fortalecer a conexão com o consumidor e ampliar sua capacidade de gerar valor, conversão e crescimento sustentável no longo prazo.

2- Inteligência Artificial no core das operações de e-commerce e supply chain

Segundo a DHL, a partir de uma base sólida de dados, a inteligência artificial passa a atuar diretamente na tomada de decisão. No mercado, já é aplicada para prever demanda, otimizar rotas de entrega, automatizar atendimento ao cliente e até ajustar níveis de estoque de forma dinâmica.

O avanço mais relevante é a evolução para sistemas mais autônomos, capazes de responder em tempo real às mudanças no comportamento do consumidor e nas condições operacionais.

“A Inteligência Artificial já está transformando as operações de e-commerce e supply chain, trazendo mais eficiência, previsibilidade e capacidade de resposta em tempo real. O avanço agora é integrar dados e IA para apoiar decisões cada vez mais autônomas em toda a cadeia”, destacou Sr. Data Science Manager no Itaú Unibanco, Rafaela Braga.

3- Crescimento da complexidade operacional exige integração tecnológica

Para a companhia, o aumento do volume de pedidos, a diversidade de canais e a expectativa por entregas mais rápidas tornam a operação mais complexa. Isso exige integração entre sistemas, plataformas de venda, operadores logísticos e parceiros de transporte.

Sem essa integração, há perda de visibilidade, aumento de erros e ineficiência operacional. A tendência é a consolidação de ecossistemas tecnológicos capazes de orquestrar toda a operação de forma integrada.

4- Logística na base da reputação e competitividade da experiência digital

A logística deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a ser decisiva na escolha do consumidor. Segundo a DHL, prazo de entrega, custo de frete e confiabilidade são fatores que impactam diretamente a conversão. Empresas que investem em redes logísticas mais eficientes, com maior proximidade do cliente e melhor gestão de transporte, conseguem se diferenciar no mercado.

5- Adaptabilidade como fator de sobrevivência neste momento de reconfiguração do mercado

Em um ambiente de mudanças rápidas, com novas tecnologias e modelos de negócio surgindo constantemente, a capacidade de adaptação se torna essencial. Empresas precisam revisar continuamente suas estratégias logísticas, ajustar suas operações e responder rapidamente às mudanças de mercado.

A flexibilidade operacional passa a ser um dos principais fatores de sucesso. “Estamos vivendo um momento de reconfiguração do mercado, em que a capacidade de adaptação se tornou mais importante do que escala ou histórico. Empresas que conseguem ajustar rapidamente suas operações e estratégias terão mais competitividade nos próximos anos”, ressaltou o CEO na StartSe, Piero Franceschi.

E-COMMERCE ENTROU EM UMA NOVA FASE

Na avalição do VP de E-commerce e Retail na DHL Supply Chain Brasil, Solon Barrios, o e-commerce entrou em uma nova fase, em que não basta crescer — é preciso executar com excelência.

Logística, dados e tecnologia deixam de ser áreas de suporte e passam a ser o núcleo estratégico das empresas. Quem conseguir integrar esses pilares com velocidade e consistência terá uma vantagem competitiva clara nos próximos anos”, afirmou.

Para a vice-presidente comercial da DHL Express Brasil, Patricia Starling, no e-commerce, a experiência do cliente não termina na compra, ela se consolida na entrega.

A Inteligência Artificial tem um papel cada vez mais estratégico nesse processo, permitindo maior previsibilidade operacional, otimização de rotas, antecipação de picos de demanda e comunicação mais transparente com o consumidor em tempo real. Em um cenário em que velocidade e conveniência são determinantes para fidelização, integrar tecnologia e logística deixou de ser um diferencial e passou a ser essencial para a competitividade das empresas”, disse.

 

 

Fonte: Mundo Logística

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