VLI evita emissão de 9,3 mil toneladas de CO2 equivalente
Resultado foi alcançado com o sistema Leader, que também economizou mais de 4 milhões de litros de diesel desde a implementação nas locomotivas premium da companhia.
A VLI anunciou que evitou o consumo de mais de 4 milhões de litros de diesel nas operações ferroviárias com o uso do sistema Leader. De acordo com a empresa, a tecnologia de condução semiautônoma, implementada em maio de 2024 nas locomotivas premium da frota, também evitou a emissão de mais de 9,3 mil toneladas de CO2 equivalente até julho deste ano.
Atualmente, o sistema já é utilizado em cerca de 60% das viagens realizadas, analisando dados da dinâmica da via e do trem em tempo real para calcular um plano de condução otimizado. Na prática, a ferramenta ajusta a aceleração, a frenagem e a velocidade da composição para garantir o menor consumo de combustível possível, respeitando rigorosamente as restrições operacionais, em conformidade com o tempo de percurso e garantindo a integridade dos ativos.
Em comunicado, a empresa informou que a tecnologia gerou uma economia média de 8% no consumo de combustível nos corredores logísticos de maior movimentação de carga da VLI. Entre eles estão o Corredor Norte, que liga o Tocantins ao Porto do Itaqui (MA) pela Ferrovia Norte-Sul, e os corredores Leste e Sudeste, que conectam regiões produtoras aos portos do Espírito Santo e de Santos (SP), por meio da Ferrovia Centro-Atlântica.
Em 2025, a empresa atingiu a redução de 12,5% nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) por tonelada transportada, provenientes do diesel de locomotivas, em relação ao ano-base de 2020. A meta é chegar aos 15% até 2030.
De acordo com o diretor-executivo de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI, Alessandro Gama, a agenda de descarbonização é um fator de competitividade nas operações logísticas.
“O transporte ferroviário já emite cerca de seis vezes menos CO2 que o rodoviário, quando comparado o uso de diesel em ambos os modais, e o uso de tecnologias como o sistema Leader nos permitem potencializar os resultados positivos, ao converter ganhos de produtividade em benefícios ambientais concretos e tornar nossa operação ferroviária ainda mais eficiente no consumo de combustível”, afirmou.
Fonte: Mundo Logística