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OceanPact e CBO anunciam fusão e formam frota de 73 embarcações

Operação cria empresa com receita anual acima de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões; transação precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A OceanPact Serviços Marítimos S.A. e CBO Holding S.A. anunciaram a fusão dos negócios. Com a transação, a companhia combinada possuirá uma frota de 73 embarcações, receita anual de mais de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões.

No entanto, o fechamento da operação está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), além do cumprimento das demais condições precedentes usuais nesse tipo de operação, como a aprovação em assembleias gerais das companhias e a anuência dos credores.

“Estamos unindo frotas, equipes e competências complementares, ganhando flexibilidade para atender contratos, melhorar a alocação de embarcações, capturar eficiências e ampliar nossa capacidade de competir em projetos maiores e mais exigentes tecnicamente. Além disso, abrem-se novas oportunidades na área de Serviços, como operações submarinas, descomissionamento e projetos na área ambiental”, afirmou o fundador e CEO da OceanPact, Flavio Andrade.

As empresas destacaram que combinação de negócios se apoia em quatro pilares estratégicos, sendo eles fortalecimento da geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos; ampliação da capacidade de atuação, a partir de uma base maior de ativos; maior geração de valor, por meio da integração comercial e operacional e da captura de sinergias; e complementaridade de frota, com ganho de capacidades, redução da idade média e otimização da alocação de embarcações, além da diversificação de clientes.

“Este é um bom momento para as duas companhias unirem forças, ampliarem suas capacidades de atuação, integrarem frotas e fortalecerem suas estruturas para apoiarem o plano de crescimento da produção de petróleo de nossos clientes”, destacou o CEO do Grupo CBO, Marcos Tinti. “Esse movimento nos permite gerar ainda mais valor para clientes, colaboradores, acionistas e para toda a cadeia de negócios ao nosso redor.”

Em comunicado, as companhias afirmaram que a combinação de negócios é vista como um catalisador para implementar inovações sustentáveis em maior escala. Ao unir capacidades técnicas, inteligência e segurança operacional, e soluções preditivas, a OceanPact CBO fortalece uma abordagem integrada de sustentabilidade, conectando desempenho operacional, gestão de riscos, inovação e geração de valor de longo prazo.

A OceanPact, que integra o índice ISE da B3, segue uma estratégia que abrange a gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a promoção da eficiência energética e o desenvolvimento de soluções de baixo carbono.

O Grupo CBO, por sua vez, alcançou em 2024, junto ao Fundo da Marinha Mercante, a prioridade para financiamento do projeto de adequação de embarcações e retrofit de motores de combustão com uso de etanol como combustível.

Segundo as companhias, a direção executiva da companhia combinada será liderada por Flavio Andrade, como CEO, Eduardo de Toledo, como CFO, Marcos Tinti, como vice-presidente de Navegação, e Haroldo Solberg, como vice-presidente e líder da integração. A nova estrutura acionária terá as seguintes participações: Vinci Compass (21,8%) Fundos de infraestrutura geridos pelo Patria (21,8%), Flavio Andrade (13,0%), BNDESPar (10,9%), executivos da OceanPact (3,8%) e mercado (28,7%).

 

 

Fonte: Mundo Logística

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