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Postado em 9 de outubro de 2023 | 17:53

Empresa brasileira cria equipamento de produção de hidrogênio verde já aprovado na Europa e no Brasil

O presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara Federal, deputado Arnaldo Jardim  vai apresentar a minuta do projeto de lei que estabelece as diretrizes e recomendações para a produção de hidrogênio verde no País. O Projeto de Lei inclui o hidrogênio verde e o hidrogênio combustível na Política Energética Nacional. Com a medida, eles se tornam elementos da matriz energética brasileira, o que possibilita o desenvolvimento de um mercado e de uma regulação própria. Uma das soluções brasileiras na jornada de energia sustentável é um reator capaz de gerar tanto energia elétrica quanto gás hidrogênio verde,  sem depender das condições climáticas. A inovação foi desenvolvida pela GDN Innovation,  que tem como objetivo criar alternativas tecnológicas para a geração de energia com fontes limpas e renováveis.

Para criar o GLE 1000, um equipamento de geração de 1 megawatt, a GDN selou uma parceria com a HINE, empresa europeia de fabricação de equipamentos para energia eólica. Entre os principais benefícios do equipamento estão o baixo investimento, redução do impacto ambiental, garantia de 20 anos, tamanho compacto, além da capacidade de geração de energia limpa, tempo de construção, portabilidade, possibilidade de geração de energia ou gás. Segundo Gabriel D’Amato Neto, CEO da GDN, o equipamento não depende de fatores como sol, vento, biomassa ou grande quantidade de água para funcionar, como ocorre com as matrizes de produção de energia existentes hoje como, fotovoltaica, eólica, termoelétricas e as hidrelétricas. “Isso faz parte da nossa estratégia de produzir soluções sustentáveis que possam melhorar a vida das pessoas, empresas e meio ambiente”.

O equipamento possui um diâmetro de 12 metros e uma altura de 9 metros. Apesar de ser um reator/gerador de grande porte, se destaca pela sua mobilidade, podendo ser adequado a espaços reduzidos. “O equipamento pode ser colocado próximo do destino que necessite de energia. Ou seja, não há a necessidade de aguardar as linhas de transmissão chegarem até o GLE-1000, pois ele pode ir próximo à infraestrutura existente. Além disso, pode ocupar um espaço bem pequeno se comparado com as demais matrizes energéticas existentes, sendo suficiente para prover o abastecimento total de uma empresa de grande porte ou cidade“, diz Gabriel. Ele  será produzido no Brasil  e instalado no interior de São Paulo. Atualmente,  a capacidade de produção mensal é de cinco unidades, com possibilidade de aumentar esse volume sem grandes dificuldades operacionais. Além do Brasil, o equipamento patenteado pela GDN, também está sendo produzido no exterior,  graças à parceria com a empresa europeia. “A HINE possui fábricas em todos os continentes. No Brasil, a fábrica está localizada no interior de São Paulo e será responsável também pela produção de boa parte do equipamento”.

Antes de ser disponibilizado ao mercado, o equipamento foi levado para a Europa, onde passou por vários testes em laboratório. “Isso foi importante para que a GDN pudesse entender e validar todos os cálculos, além de conferir se a máquina atendia todas as especificações não somente sob o ponto de vista técnico, mas também ambiental. O fato de ter a chancela de uma empresa europeia que é referência em energia verde é algo que ajuda a aumentar a credibilidade do equipamento“, aponta Gabriel. O equipamento já foi testado e aferido pelo Governo de São Paulo através da Cesp, Emae com acompanhamento da Aneel, entre outros testes realizados. Ele  será comercializado em formato de locação, no qual a GDN terá como resultado a receita de aluguel proveniente da redução do gasto mensal de energia ou gás da empresa contratante.

 

 

 

Fonte: Petro Notícias


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