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Postado em 29 de março de 2020 | 16:39

Processadoras de carne do Brasil querem manter produção e segurança alimentar, diz ABPA

O Brasil continuará desempenhando um papel-chave para garantir a segurança alimentar diante dos isolamentos (“lockdowns”) generalizados que visam conter a propagação do novo coronavírus, disse um executivo do setor.

Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou que os governos ainda estão aprendendo a lidar com a crise sanitária, e que adaptações aos “lockdowns” relacionados ao coronavírus são inevitáveis.

A ABPA, que possui entre os membros empresas como BRF e JBS, apoia que sejam limitadas as restrições à circulação de produtos e pessoas, uma vez que elas geram potenciais disrupções à cadeia de oferta, disse ele.

“Nossas empresas estão andando bem, quase que normalmente”, afirmou Turra via telefone. O grupo de companhias associadas agiu para convencer governadores a aliviar as medidas de quarentena, que a ABPA considera “excessivas”.

“A indústria de alimentos não pode parar”, disse Turra.

Ele citou restrições em Santa Catarina, grande produtora e exportadora de carnes suína e de aves, que foram removidas, mas assustaram a cadeia de oferta de alimentos local.

Mais recentemente, disse Turra, caminhoneiros envolvidos no transporte de insumos relataram problemas para encontrar locais para refeições. Para lidar com isso, os membros da ABPA começaram a fornecer o alimento. Segundo ele, os motoristas chegaram a encontrar pessoas que ofereciam refeições no meio do caminho, o que Turra classificou como “ato de solidariedade”.

Nas fábricas em si, a ABPA disse que seus membros estão tomando precauções para proteger os trabalhadores. Isso inclui medir a temperatura dos funcionários e garantir que todos recebam um uniforme limpo diariamente —o que se tornou uma dificuldade após o fechamento de lavanderias em algumas cidades.

Turra afirmou ainda que a ABPA mantém suas estimativas de produção e exportação, e que a perspectiva de mais contratações existe por causa da forte demanda da Ásia, onde doenças animais alavancam as importações de alimentos.

Mesmo assim, há obstáculos em meio à demanda firme por exportações.

“Está faltando contêiner”, afirmou Turra.

Fonte: Reuters


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