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Brasil importa mais calçados da Tunísia

A Tunísia ampliou as vendas de calçados ao Brasil no acumulado dos dois primeiros meses deste ano, de acordo com dados do período divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Em janeiro e fevereiro somados, o Brasil importou 3.416 pares da Tunísia, em alta de 216,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando comprou 1.080 pares.

A expansão foi registrada também em valores e no preço médio do par: no total, o Brasil importou US$ 64,4 mil em calçados tunisianos, em alta de 236,1%. O valor médio praticado por par neste ano foi de US$ 18,85, 6,3% maior do que os US$ 17,74 do ano passado. São valores médios menores, por exemplo, do que os praticados nas compras dos Estados Unidos, que ficaram em US$ 37,94, e Itália (US$ 245,56), porém maiores do que aqueles praticados nas compras de Indonésia (US$ 17,58) e China (US$ 2,54), em um setor que tem China, Vietnã, Indonésia, Hong Kong e Paraguai entre os cinco maiores exportadores ao Brasil.

Em fevereiro, isoladamente, o Marrocos foi 19º fornecedor, e a Tunísia, o 20º. As vendas do Marrocos, porém, caíram 79,7%, para 402 pares no período. As tunisianas somaram 116 pares, uma redução de 74,1% sobre fevereiro do ano passado.

Queda nas exportações de calçados

Em nota divulgada na segunda-feira (9) a Abicalçados mostra que, no ano, as importações mantêm a tendência dos últimos anos e estão em crescimento. Em janeiro e fevereiro somados, foram importados 9,7 milhões de pares de calçados pelo Brasil, um aumento de 23% sobre o primeiro bimestre de 2025. Em valores, as importações somaram US$ 109,27 milhões, com expansão de 12,1% na mesma comparação. A China foi responsável por 32,57% dos pares que o País comprou no exterior.

As exportações, por sua vez, estão em queda de 18,9% no ano, para 17 milhões pares, em um total de US$ 135,34 milhões, valor 22,2% menor do que o obtido nos dois primeiros meses do ano passado pelas exportações do setor. Mesmo com exportações em queda e importações em alta, o setor acumula superávit no ano.

 

 Fonte: Agência Anba

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