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Postado em 26 de março de 2024 | 17:01

Brasil discute oportunidades de expansão dos negócios com a China

Em preparação para a VII Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), que será realizada nos dias 5 e 6 de junho, na China, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), Geraldo Alckmin, se reuniu com representantes do governo federal e do setor produtivo, nesta quinta-feira (21), para discutir pautas e parcerias estratégicas entre Brasil e China.

“A China é o maior comprador de produtos brasileiros, com destaque para a agropecuária. Mas podemos ter boas parcerias em várias áreas nessa relação sino-brasileira”, ressaltou Geraldo Alckmin, que preside a COSBAN, junto com o vice-presidente chinês. O ministro do MDIC também destacou a importância da mobilização do setor produtivo nas discussões da COSBAN e de levar o PAC e as oportunidades de investimento no Brasil ao empresariado chinês.

A COSBAN é o principal mecanismo de diálogo regular entre Brasil e China. Na reunião, realizada do Palácio Itamaraty, em Brasília, os participantes ressaltaram a importância do comércio bilateral com a China e reforçaram o potencial de expansão e diversificação dos fluxos comerciais e de investimentos entre os dois países, com destaque para a pauta da sustentabilidade e descarbonização.

Representantes do governo federal apresentaram, no início da manhã, potenciais temas, acordos e parcerias que podem ser fechados na reunião da COSBAN em junho. Na sequência, Alckmin se reuniu com representantes do setor produtivo, que destacaram oportunidades para o Brasil e indicaram alguns gargalos, que serão analisados ao longo dos próximos dois meses para aprimorar a relação comercial entre os dois países.

“Foi uma reunião muito proveitosa, porque foi no ponto exato dos gargalos e das dificuldades, o que nos permitirá trabalhar de maneira intensa para vencer esse obstáculos antes da reunião da COSBAN”, concluiu Alckmin. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o fluxo comercial entre os dois países foi de US$ 157 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 104 bilhões. Entre 2007 e 2022 o Brasil foi o quarto principal destino de investimentos chineses.

O ministro também pediu a representantes dos setores produtivos e do governo que façam a indicação dos nomes que participarão da comitiva brasileira na COSBAN.

20 anos de COSBAN

O ano de 2024 marca duas datas simbólicas nas relações entre Brasil e China: os 50 anos de relações diplomáticas entre as duas nações e os 20 anos da criação, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Cosban. Em 2023, o presidente Lula visitou a China, fortalecendo as relações diplomáticas entre os países. Em novembro, é esperada a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil.

A Cosban congrega 11 subcomissões: Política; Econômico-Comercial e de Cooperação; Econômico-Financeira; Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação; Agricultura; Temas Sanitários e Fitossanitários; Energia e Mineração; Ciência, Tecnologia e Inovação; Espacial; e de Cultura e Turismo; e Meio Ambiente.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

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