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Postado em 30 de julho de 2020 | 17:22

Volta a cair a demanda por gasolina nos Estados Unidos e frustra a recuperação da indústria do Petróleo

A demanda por gasolina despencou aqui nos Estados Unidos por causa do aumento do número de pessoas infectadas pela Covid-19. Nos últimos dias podia se ver uma  recuperação no consumo de gasolina, que até ajudou a elevar os preços do petróleo, mas agora perdeu o fôlego. E isso acende uma luz amarela para a indústria petrolífera. A América, de longe, é  o maior mercado de gasolina do mundo.  A melhor medida para o consumo são as férias de verão  no país, quando  milhões de americanos pegam a estrada para viajar. Desta vez, não. Muita gente ficou em casa, frustrando o mercado.

Um contraponto interessante é o mercado asiático, que encerrou a quarentena e liderou a recuperação das compras do combustível. A situação ainda parece um pouco melhor na Europa, mas as refinarias da região só acionam suas unidades de produção de gasolina no momento em que o interesse de compra do outro lado do Atlântico parece promissor, mas não é o que está acontecendo. O que importa para a gasolina,  importa para o petróleo. Há apenas algumas semanas, parecia que a demanda pelo combustível mostrava uma boa recuperação.

As  pessoas voltavam a usar seus carros para  trabalhar, evitando o transporte público. A expectativa era de que a recuperação ajudasse a impulsionar a demanda global por petróleo de volta aos níveis pré-pandemia até o final do ano. Agora, o otimismo começa a diminuir. A gasolina responde por quase 30% do que as refinarias de petróleo globais produzem, o que significa que, se a demanda cair, a necessidade das próprias usinas de comprar petróleo também vai diminuir. O combustível de aviação ainda permanece bem abaixo dos níveis de pico. O Coronavírus  teve um efeito muito forte nas viagens nacionais e internacionais.

Por falar nisso, é bom lembrar que as reservas de petróleo nos Estados Unidos sofreram na semana passada seu maior declínio semanal desde dezembro, de acordo com um relatório divulgado pela Agência de Informação Energética (EIA). Os estoques caíram 10,6 milhões de barris em 24 de julho, atingindo 526 milhões. Os analistas previam um aumento médio de 450.000 barris. As exportações aumentaram de 2,99 milhões de barris por dia (mbd) para 3,21 mbd, enquanto as importações caíram de 5,94 mbd para 5,15 mbd. As refinarias operaram com 79,5% de sua capacidade, 1,4% a mais que na semana anterior.

As reservas de petróleo caíram, principalmente na região costeira do Golfo do México, onde sofreram um colapso de mais de 10 milhões de barris. Os estoques de gasolina aumentaram 700.000 barris, quando os analistas esperavam uma queda de 2 milhões de barris. Os produtos destilados (óleo de aquecimento e diesel) aumentaram 500.000 barris, duas vezes menos do que o mercado esperava.

 

 

Fonte: Petro Notícias


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