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Postado em 28 de setembro de 2021 | 21:39

Unigel assina contrato de R$ 1 bilhão com a Casa dos Ventos

A Unigel, maior produtora de acrílicos, estirênicos e fertilizantes nitrogenados da América Latina, e a Casa dos Ventos acabam de assinar um contrato de compra de energia de 20 anos avaliado em mais de R $ 1 bilhão. O primeiro acordo da petroquímica brasileira para uso de energia eólica viabiliza a construção do projeto Babilônia Sul de 360 ​​megawatts, na Bahia.

O CEO da Unigel, Roberto Noronha, disse ao Valor que o contrato vai garantir que “uma parte importante” da eletricidade usada venha de fontes renováveis, já que o grupo está focado em reduzir as emissões de carbono em 200 mil toneladas por ano. “A sustentabilidade se tornou um pré-requisito para a análise de qualquer projeto”, disse o executivo.

A Unigel não revelou a energia contratada com a Casa dos Ventos porque está em fase de abertura de capital. O complexo eólico baiano receberá cerca de R $ 2 bilhões em investimentos e o acordo prevê a eventual aquisição de uma participação. Dessa forma, a petroquímica poderá se tornar parceira e autoprodutora de energia elétrica, garantindo abastecimento e custos ainda mais competitivos.

O contrato com a petroquímica entrará em vigor em 2024 e substituirá parte da energia elétrica de fontes não renováveis ​​atualmente utilizada em suas operações. O mix de geração de energia da Unigel inclui energia elétrica e gás natural, além do vapor gerado em sua unidade de produção de ácido sulfúrico no Pólo de Camaçari, na Bahia.

Noronha disse que o acordo com a Casa dos Ventos é estratégico, pois coloca a empresa “no caminho para atingir sua meta de ter uma parte relevante da energia consumida de fontes renováveis”.

Depois de investir R $ 500 milhões para retomar as operações em duas fábricas de fertilizantes alugadas da Petrobras na Bahia e em Sergipe, a Unigel anunciou há algumas semanas que vai investir na primeira fábrica de amônia verde do país, em Camaçari.

A unidade, que deve começar a operar no final de 2022, exigirá mais energia renovável para obter amônia do hidrogênio (da água) e nitrogênio do ar. Segundo Noronha, a empresa está em busca de novas oportunidades de contratação de energia eólica e solar.

Já na Casa dos Ventos, a nova parceria impulsiona o desenvolvimento do empreendimento na Bahia. As obras começaram neste mês e as turbinas eólicas já foram adquiridas da Vestas.

O projeto Babilônia Sul vai envolver cinco empresas de propósito específico e já está em busca de novos contratos, disse Lucas Araripe, chefe de novos negócios da Casa dos Ventos.

Fonte: O Petróleo


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