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Postado em 29 de julho de 2020 | 17:49

Shell perfura buraco seco no mar, diminuindo a esperança de petróleo brasileiro

A empresa estatal brasileira de petróleo Petrobras  lançou  na sexta-feira um concurso para três novas unidades de FPSOs (Floating Production Storage and Offloading) para um dos maiores campos de petróleo em águas profundas do mundo, Búzios, como parte de um plano de desenvolvimento para que a bomba de campo 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

A licitação para os três novos FPSOs faz parte do plano da Petrobras de ter um total de doze unidades instaladas no campo petrolífero de Búzios até o final desta década, informou a empresa de petróleo brasileira em comunicado nesta sexta-feira.

Concluído o desenvolvimento, o campo de Búzios deverá produzir mais de 2 milhões de boed, tornando-se o maior ativo de produção da Petrobras.

Atualmente, o campo possui quatro FPSOs operacionais.

A primeira das três novas unidades será o FPSO Almirante Tamandaré, com início previsto para o segundo semestre de 2024, enquanto as outras duas unidades, P-78 e P-79, serão contratadas no âmbito da Engenharia, Compras e Construção (EPC) e deve começar a operar em 2025. O FPSO Almirante Tamandaré terá uma capacidade de processamento diário de 225.000 barris de petróleo, enquanto os outros dois terão capacidade para processar diariamente 180.000 barris de petróleo cada, disse a Petrobras.

A Petrobras também  pretende fazer melhor uso  do gás natural associado em sua área prolífica rica em petróleo, com unidades de gás natural liquefeito offshore (GNL) para processar o gás, cuja produção tem aumentado com o aumento da produção de petróleo na área.

A liquefação de GNL offshore pode ser uma solução para o gás associado de campos de petróleo a 160 quilômetros da costa e reduzir a queima, disse Viviana Coelho, gerente de emissões corporativas e mudanças climáticas da Petrobras, em um webinar no início deste mês.

Atualmente, a Petrobras envia o gás natural produzido no pré-sal por dutos para o litoral, onde é processado. No passado, a empresa brasileira de petróleo disse que infraestrutura insuficiente para a produção de gás natural poderia limitar seus esforços para aumentar a produção de petróleo na área do pré-sal.

Fonte: O Petróleo

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