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Postado em 11 de julho de 2019 | 17:04

Produção russa de petróleo atinge mínima de 3 anos devido a choque de rivais

A produção de petróleo da Rússia se aproximou de sua menor taxa em 3 anos no início de julho, afetada por uma crise entre o monopólio de oleodutos russo Transneft e a maior produtora de petróleo do país, Rosneft.

A Transneft reduziu o influxo de petróleo de Yuganskneftegaz, a principal unidade de envio de material da Rosneft, disse a produtora, o que prejudica uma produção já dificultada por uma crise de contaminação de petróleo.

A Rosneft confirmou a limitação do influxo noticiada pela Reuters. A Transneft também confirmou à mídia local que reduziu a quantidade de petróleo recebido de Yuganskneftegaz.

A Transneft disse ter adotado as restrições depois que a Rosneft enviou petróleo à rede de oleodutos sem explicar claramente o destino das 3,5 milhões de toneladas de petróleo cru até 1o de julho, relataram agências de notícias locais.

A empresa disse que limitou o influxo de Yuganskneftegaz a 0,5% de sua produção anual, segundo a Tass. A unidade produz mais de 70 milhões de toneladas de petróleo anualmente, ou 1,4 milhão de barris por dia.

Fontes da indústria disseram que a produção russa de petróleo caiu para 10,79 milhões de barris por dia no início de julho, menos do que o nível combinado por meio de um acordo acertado com a Opep e outros produtores para limitar o suprimento.

Transneft e Rosneft não se entendem a respeito dos esforços para resolver o problema do petróleo contaminado descoberto em abril em Druzhba, oleoduto de exportação para a Europa. Os suprimentos só foram retomados parcialmente depois de semanas de interrupção

A Transneft criticou a Rosneft na segunda-feira pela maneira como tratou da questão do petróleo contaminado, dizendo que a produtora demorou a estabelecer controles de qualidade para seu petróleo e que fez alegações infundadas sobre a empresa de oleodutos.

A Rosneft disse ter lido os comentários da Transneft com “pesar”.

Os chefes das duas empresas, Igor Sechin (Rosneft) e Nikolai Tokarev (Transnef), já se desentenderam antes.

Apesar de negarem formalmente qualquer atrito entre seus CEOs, as duas companhias se chocam com frequência em questões como as taxas de transporte do petróleo e as exportações crescentes da Rosneft à China.

Sechin, de 58 anos, é próximo do presidente russo, Vladimir Putin, há duas décadas, e Tokarev, de 68 anos, também é um aliado de longa data. Putin, Tokarev e Sechin trabalharam na prefeitura de São Petersburgo nos anos 1990, após o colapso da União Soviética.

Quando instado a comentar a disputa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres em uma teleconferência diária que se trata de uma “questão corporativa”.

Fonte: Reuters


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