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Postado em 22 de julho de 2020 | 18:16

Petróleo fecha em leve baixa, com tensões EUA-China e estoques no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam próximos da estabilidade nesta quarta-feira, em quedas modestas, com investidores atentos às tensões entre Estados Unidos e China e também aos dados de estoques americanos da commodity.

O petróleo WTI para setembro fechou em baixa de 0,05%, a US$ 41,90 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês recuou 0,07%, a US$ 44,29 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

No início do dia, os contratos chegaram a recuar mais de 1%, diante das tensões entre as duas potências. A China informou que os EUA exigiram o fechamento do consulado chinês em Houston, no Texas, o que agrava as divergências. Há o temor de que essas tensões prejudiquem o comércio global e, consequentemente, a demanda pelo óleo.

Mais adiante no dia, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques nos EUA aumentaram 4,892 milhões de barris na última semana, o que contrariou a previsão de queda de 1 milhão de barris dos analistas. Os estoques de gasolina caíram, como esperado, mas os de destilados aumentaram. A taxa de utilização das refinarias caiu mais que o previsto, a 78,1%, e a produção média diária avançou a 11,1 milhões de barris. Após os números mistos, os contratos reduziram perdas.
Depois do relatório do DoE, a Capital Economics afirmou em relatório esperar que os estoques dos EUA recuem nas próximas semanas, “conforme a demanda pelo produto ganha força, em linha com a recuperação econômica”. Já a Sucden Financial comentou que os dados de estoques “sinalizaram demanda contida”, neste momento.

Já o Commerzbank afirma que, após um “período prolongado de inatividade”, os preços do petróleo romperam nesta semana a faixa na qual estavam operando desde junho, com ambos atingindo máximas em quatro meses e meio. “Eles agora mais ou menos reverteram a forte queda sofrida como resultado da pandemia”, diz o banco alemão.

O Commerzbank considera que o mercado poderá retomar confiança na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), diante de sinais de maior disciplina no cumprimento do acordo para conter a oferta, embora advirta também que continuam a existir dúvidas sobre esse cumprimento.

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo


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