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Postado em 2 de março de 2021 | 17:09

Perfurações na Vale causaram o rompimento da barragem de Brumadinho

A Polícia Federal de Minas Gerais, Brasil, divulgou o laudo pericial sobre a causa da liquefação de rejeitos que levou ao rompimento da  barragem  do complexo mineiro Córrego do Feijão, da Vale (NYSE: VALE), no Brasil, que matou 270 pessoas há dois anos.

O relatório concluiu que o desastre foi desencadeado por perfurações verticais em um ponto fraco da estrutura.

Segundo os investigadores, o procedimento foi iniciado pela Vale cinco dias antes da ruptura com perfuradoras que operam com injeção de fluido. A pressão desses líquidos ocasionou a dissolução dos sedimentos armazenados e consequente geração de ondas, que acabaram sacudindo a barragem.

A Vale disse anteriormente que a ruptura foi provocada pelo próprio peso do rejeito, associado às chuvas do final de 2018.

A Polícia Federal também afastou a hipótese de que uma detonação em uma mina próxima teria provocado a liquefação.

A Vale disse que “tomou conhecimento na sexta-feira 26 da expedição do laudo técnico da Polícia Federal sobre as possíveis causas do rompimento da Barragem I, da mina Córrego do Feijão, e que“ avaliará todo o conteúdo do laudo. ”

Em setembro de 2019, a polícia brasileira indiciou a Vale, o serviço de testes TÜV SÜD e 13 funcionários das duas empresas por produzirem documentos enganosos sobre a segurança da barragem. Cada um desses crimes pode durar de 3 anos a 6 anos, podendo chegar a um total de 18 anos de prisão.

Em janeiro de 2020, o ex-presidente da Vale SA, Fabio Schvartsman, foi  acusado de homicídio .

Executivos da Vale e membros do governo de Minas Gerais assinaram em fevereiro um acordo de R $ 37,6 bilhões (US $ 7 bilhões) para a reparação dos danos socioeconômicos e ambientais causados ​​pelo rompimento da barragem.

REGRAS DE DESCOMISSIONAMENTO

O estado de Minas Gerais está endurecendo as regulamentações sobre barragens de rejeitos em um esforço para evitar novas tragédias.

O estado publicou um decreto que estabelece a obrigação das empresas de classificar as barragens de acordo com o risco, bem como o descomissionamento das estruturas existentes e obras de emergência.

“Essa classificação é importante para que o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) estabeleça prioridades de fiscalização e monitoramento, com foco nas barragens que apresentam maior potencial de danos ambientais e sociais”, afirmou o governo do estado em nota.

 

 

Fonte: O Petróleo


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