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Postado em 12 de junho de 2019 | 18:56

Mato Grosso do Sul garante gás boliviano para projeto de termelétrica e para a UFN3

A Bolívia e o governo do Mato Grosso do Sul assinaram um acordo de integração energética para a venda direta de gás. O acordo prevê o fornecimento de 1,1 milhão de metros cúbicos da YPFB (Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos S/A) para a Termelétrica Fronteira, a ser construída na região de Ladário pela Camaçari.

Mais gás boliviano para o Brasil. A Bolívia e o governo do Mato Grosso do Sul assinaram um acordo de integração energética para a venda direta de gás liquefeito de petróleo (GLP) e gás natural liquefeito (GNL) ao estado brasileiro. O acordo foi assinado em Santa Cruz de La Sierra pelo presidente boliviano, Evo Morales, o ministro Luis Alberto Sanches (de Hidrocarburos) e o governador Reinaldo Azambuja. O acordo prevê o fornecimento de 1,1 milhão de metros cúbicos da YPFB (Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos S/A) para a Termelétrica Fronteira, a ser construída na região de Ladário pela Camaçari. “Vamos poder juntos, governo boliviano, governo de Mato Grosso do Sul, a Global e a Camaçari, gerar energia. Então vocês, além de fornecer o gás, vão ser sócios de um empreendimento que vai poder gerar energia e irrigar as linhas de transmissão do Brasil,” declarou o governador.

Pelo empreendimento, a Camaçari pretende erguer uma usina termelétrica com capacidade de gerar 266,4 megawatts de energia e participar do leilão de energia Nova A-06, que deve ser realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 29 de setembro. A empresa deverá apresentar documentação comprovando ter disponibilidade de gás para manter a unidade funcionando de forma contínua. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Jaime Verruck, o contrato garante a demanda de gás para a Camaçari, encerrando um processo de negociação iniciado há mais de dois anos com a Bolívia: “Temos que lembrar que para o governo de Mato Grosso do Sul é extremamente importante essa parceria com o governo boliviano, principalmente em função do gás natural, não é só para essa termelétrica, mas hoje a Bolívia é a principal fornecedora de gás natural para o Brasil e, consequentemente, de ICMS para o Mato Grosso do Sul.”

Além de discutir a termelétrica, o governo trabalha para que a UFN3, unidade de produção de fertilizantes nitrogenados em obras em Três Lagoas e que também depende do gás, possa fazer compras diretas do combustível, que te um consumo estimado em 2,2 milhões de metros cúbicos por dia. A unidade, começou a ser construída em 2011 e teve as obras paradas em 2014, entrou em processo de venda para um grupo russo, que acabou enfrentando entraves jurídicos. Os investimentos no local já superam R$ 4 bilhões, com 81% do projeto estando concluído.

Fonte: TN Petróleo


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