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Postado em 4 de fevereiro de 2016 | 16:32

Marrocos inaugura primeira fase da usina maior usina termosolar do mundo

O rei Muhammad VI do Marrocos inaugurará nesta quinta-feira a primeira fase da usina termosolar em Uarzazate (sul do país), a maior do mundo e que começará seus trabalhos com uma potência inicial de 160 megawatts.

A inauguração deve ser o evento econômico mais relevante do ano no Marrocos, país onde em novembro será realizada a próxima cúpula climática.

Esta primeira fase chamada Noor 1 contará com 500 mil espelhos curvados alinhados em 800 fileiras sobre uma superfície de 450 hectares, que produzirão energia suficiente para alimentar 700 mil lares marroquinos.

Noor 1 foi construída por um consórcio liderado pela saudita Acwa Power e toda a parte técnica foi executada por empresas espanholas.

A construção da usina supôs uma pequena revolução em Uarzazate, uma pequena cidade situada entre o Grande Atlas e o Anti-Atlas, ao atrair durante três anos centenas de técnicos internacionais.

Esta primeira fase faz parte de um megaprojeto composto por uma segunda e terceira fase que produzirão 200 e 150 megawatts, respectivamente, e que foram vencidos em janeiro de 2015 por um consórcio liderado de novo pela saudita Acwa Power, com um projeto avaliado em 1,8 bilhões de euros.

O megaprojeto solar de Uarzazate tem como objetivo final uma capacidade de 2 mil megawatts em 2020 com um investimento total de US$ 9 bilhões, através de projetos que estarão distribuídos entre Uarzazate, Midelt (centro) e também no Saara Ocidental (El Aaiun e Bujador).

O Marrocos tem um ambicioso plano de energias renováveis com o qual aspira alcançar 52% do total de seu consumo em energias limpas no horizonte de 2030.

Para alcançar este objetivo, o país norte-africano deverá desenvolver entre 2016 e 2030 uma capacidade adicional de 10.100 megawatts gerados a partir de energias renováveis e distribuídos em 4.560 megawatts de energia solar, 4.200 megawatts de energia eólica e 1.330 megawatts hidrelétricos.

O plano procura assim reduzir a extrema dependência energética do país norte-africano, atualmente próxima de 94% do total ao ser Marrocos um importador absoluto de produtos petroleiros.

Fonte: EFE


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