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Postado em 15 de maio de 2019 | 17:56

Eletrobras prevê vender ativos em sistemática semelhante à da Petrobras, diz CEO

A estatal Eletrobras pretende promover novas vendas de ativos de geração e transmissão no segundo semestre, em processo que utilizará uma sistemática semelhante à adotada pela Petrobras em seus desinvestimentos, disse o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr.

Em teleconferência com investidores, o executivo afirmou que os desinvestimentos deverão ser aprovados junto ao conselho de administração da Eletrobras ao final deste mês de maio, com expectativa de divulgação de detalhes sobre a operação ao mercado em junho.

Os ativos envolvidos no plano são participações da estatal em 45 Sociedades de Propósito Específico (SPEs), a maior parte delas em negócios de geração eólica.

“A ideia é que consigamos vender essas 45 SPEs que permanecem no segundo semestre deste ano, utilizando em grande medida preceitos e recomendações do decreto 9.188 (de 2017), utilizado pela Petrobras para suas vendas de participações”, disse Ferreira.

O decreto, aplicável a estatais de economia mista, como Eletrobras e Petrobras, permite um regime especial de desinvestimento para as empresas, desde que os processos sigam uma determinada sistemática, com fases de consulta aos potenciais investidores e apresentação de propostas preliminares e firmes pelos interessados, entre outros passos.

Os ativos que a Eletrobras pretende ofertar nesse modelo são aqueles que não encontraram compradores em um leilão realizado em setembro do ano passado, no qual a estatal vendeu 11 lotes de ativos por 1,29 bilhão de reais. A intenção na ocasião era levantar até 3,1 bilhões de reais com 18 lotes de projetos.

ANGRA 3
Ao mesmo tempo em que persegue desinvestimentos, a Eletrobras tem se esforçado para viabilizar a retomada dos aportes na usina nuclear de Angra 3, cujas obras foram paralisadas no final de 2015 por conta das investigações da Lava Jato.

O objetivo da estatal e do governo brasileiro é promover uma licitação internacional para atrair parceiros que ajudem a viabilizar a continuidade da construção da unidade.

Para isso, a Eletrobras está promovendo uma emissão de 500 milhões de reais em debêntures de infraestrutura —os recursos captados serão utilizados pela companhia para manter o empreendimento em condições de ser licitado, segundo Ferreira, que lembrou que há custos para manutenção das estruturas civis e equipamentos.

O executivo disse ainda que a Eletrobras iniciou em março uma sondagem de mercado junto a potenciais interessados em se associar ao projeto, em processo que está agora próximo do fim.

“Devemos concluir esse ‘market sounding’ neste mês de maio e compartilharemos os resultados”, afirmou.

Segundo Ferreira, o objetivo do processo era identificar qual formato societário poderia ser adotado na retomada de Angra 3, de forma a atrair mais investidores.

O objetivo da companhia é finalizar esse processo entre o final de 2019 e o início de 2020, a tempo de retomar as obras da usina no ano que vem.

Fonte: Reuters


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