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Postado em 29 de junho de 2020 | 20:16

Eletrobrás libera mais de R$1 bilhão para a retomada das obras de Angra 3

O Conselho de Administração da Eletrobrás aprovou nesta sexta-feira (26) novas medidas que vão resultar em uma nova injeção de pouco mais de R$ 1 bilhão de recursos na Eletronuclear, visando as obras da usina de Angra 3. No início desta noite, a holding anunciou a conversão de contratos de adiantamento para futuro aumento de capital em novas ações na Eletronuclear, no valor de R$ 850 milhões. Além disso, a Eletrobrás também fará a capitalização de contratos de financiamento, nos quais é credora, totalizando R$ 1,035 bilhão.

As duas ações anunciadas somam um pouco mais de R$ 1,8 bilhão em investimentos. O Petronotícias apurou que parte desse valor já foi aplicado na obra – cerca de R$ 800 milhões. A parcela restante de pouco mais de R$ 1 bilhão será empregada no plano de aceleração da linha crítica das obras da usina.

Para lembrar, a Eletronuclear e a Eletrobrás anunciaram recentemente um plano para acelerar a linha crítica das obras de Angra 3, mirando a entrada em operação da planta em 2026. A liberação destes recursos financeiros permitirá a retomada das contratações e das atividades necessárias para continuidade dos fornecimentos dos contratos em andamento. Também será possível preparar os editais de licitação para novos contratos que reiniciarão as obras civis e a montagem eletromecânica.

Usina Nuclear Angra 3Foto- MARCOS MICHAEL 20/06/2018O programa de aceleração da linha crítica das obras de Angra 3 começou a ser discutido ainda em 2019 e prevê investimentos significativos entre 2021 e 2024. Uma das metas, por exemplo, é concluir o chamado edifício de contenção da planta, que demandará o maior volume de trabalho até 2023.

Em paralelo a isso, conforme noticiamos aqui, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) aprovou, no último dia 10, o relatório do BNDES sobre a continuidade das obras de Angra 3. O documento recomendou que a conclusão da construção da unidade seja feita por meio da contratação de uma empresa epecista.

O trabalho do BNDES foi dividido em duas etapas. A primeira foi a apresentação conceitual do negócio, já foi aprovada pelo PPI. Agora, o próximo passo será a realização de detalhamento para assegurar o andamento da obra, eliminando dúvidas adicionais e elaborando documentos para garantir a continuidade da construção.

 

 

Fonte: Petro Notícias


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