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Postado em 6 de dezembro de 2018 | 18:41

Bolívia garante fornecer gás a MS e acordo poderá ser firmado na próxima semana

A Bolívia sinalizou concretamente a possibilidade de fornecimento direto de gás natural a Mato Grosso do Sul e um acordo de importação pode ser fechado na próxima semana, em Santa Cruz de La Sierra, quando o Estado apresentará uma planilha de demandas para os próximos anos. A garantia foi dada pelo ministro de Hidrocarburos, Luiz Alberto Sánchez, em encontro na terça-feira (04) com o governador Reinaldo Azambuja.
Após a redução das importações pela Petrobras, há dois anos, o Governo do Estado busca uma saída para garantir a manutenção de um volume de importação que minimize os impactos com a queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O governador defende a importação conjunta do gás por distribuidoras regionais, dentre elas a MSGÁS, e tem cobrado do país vizinho a garantia de fornecimento do combustível para a termoelétrica de Ladário, em fase de instalação.

Reinaldo Azambuja destacou ainda a garantia do governo brasileiro de executar projetos estratégicos para a região de fronteira e na integração comercial latino-americana, citando a reconstrução da ferrovia que ligará Santos (SP) a Ilo, no Peru, passando pelo estado de Mato Grosso do Sul e a Bolívia. “São investimentos que ampliam as possibilidades comerciais e projetam novos empreendimentos e uma demanda crescente do consumo de gás natural”, pontuou.

Cenário de consumo

Durante reunião na Governadoria, com a presença do governador Reinaldo Azambuja, do ministro Luiz Sánchez e João Carlos Parkinson (coordenador-geral de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores), secretários estaduais e representantes da MSGÁS e da estatal petrolífera YPFB (Bolívia), além de empresários, ficou definido que o encontro de Santa Cruz de La Sierra, nos dias 12 e 13 de dezembro, será fundamental para a formulação dos acordos comerciais.

Após as ponderações do governador de MS, pedindo à Bolívia uma definição em relação aos pleitos do Estado, o ministro boliviano afirmou que seu país tem interesse na comercialização do gás extracontrato da Petrobras e hoje tem produção suficiente para garantir esse fornecimento. Luiz Sánchez apenas solicitou que o Estado apresente uma projeção de demanda e sinalizou que a Bolívia quer formalizar o acordo ainda neste ano.

Presente à reunião, o diretor-presidente da MSGÁS, Rudel Trindade, adiantou que a companhia tem um levantamento da demanda, com base no consumo das termoelétricas de Ladário e Três Lagoas e de outros empreendimentos, estimado em cinco milhões de m³/dia. Somente a termoelétrica de Ladário tem previsão de consumo imediato de 1,3 milhão de m³/dia, com perspectiva de comprar 2,5 milhões de m³/dia em cinco anos para produzir 620 MW.

“O ministro Luiz Sánchez disse ao governador, inclusive, que se quisermos sair do contrato com a Petrobras, podemos fazer um acordo individual”, disse Rudel Trindade. “Isso é uma possibilidade, mas o importante é que a Bolívia nos disse com clareza seu interesse na venda desse gás, com o ministro pedindo que tudo aconteça ainda esse ano”, completou. O dirigente da MSGÁS informou que hoje a companhia compra 700 mil m³/dia de gás boliviano.

Ministro: maior acordo

O ministro boliviano demonstrou o grande interesse do seu país em fornecer o gás diretamente ao Estado e em conjunto com as companhias do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo – o grupo lançou um edital de Chamada Pública Coordenada, a fim de buscar um mercado mais competitivo e diversificado de fontes supridoras. “A Bolívia fará um dos maiores acordos comerciais com o Mato Grosso do Sul em todos os tempos”, disse Luiz Sánchez.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, acompanhou a região e disse que o avanço nas negociações com a Bolívia será fundamental para a recuperação das perdas na arrecadação de ICMS e para o desenvolvimento da região fronteiriça. Ele citou o forte incremento comercial com a importação de ureia, que deve atingir 400 mil toneladas em 2019, e a melhoria da parte logística, que hoje é um gargalo.

A reunião de Santa Cruz de La Sierra discutirá também novos contratos de importação de ureia e cloreto de potássio. Participaram do encontro na Governadoria: o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel; secretário estadual de Infraestrutura, Helianey Silva; presidente da YPFB (Bolívia), Óscar Barriga; presidente da Copagaz Distribuidora de Gás, Caio Turqueto; diretor de novos negócios da GPE-Termo Fronteira, Valfredo Ribeiro; e representantes de empresas importadoras de ureia e cloreto de potássio.

Fonte: Jornal Diário Corumbaense

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