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Postado em 18 de novembro de 2020 | 21:02

A queda da importação de gás da Bolívia mostra nova tendência deste mercado com o Brasil

A eleição de um novo governo de esquerda na Bolívia poderá ser um fator preponderante para abalar o comércio bilateral entre os dois países. No setor de gás então, as coisas podem piorar para o lado da Bolívia, que precisa vender o produto. No setor de gás, isso já é uma realidade.  O Brasil comprou US$ 825,4 milhões de gás natural da Bolívia de janeiro a outubro deste ano. O valor é 10,9% menor do que os US$ 926,8 milhões gastos no mesmo período de 2019. Nos últimos 5 anos, a queda é de 61,6%.

O presidente da Bolívia, Luis Arce, disse –depois de eleito– que reveria os contratos comerciais feitos com o Brasil no 1º semestre. Arce afirmou que o governo brasileiro não deveria ter firmado acordo com uma gestão que não foi eleita de modo democrático em referência à ex-presidente interina, Jeanine Añez, que assumiu depois da renúncia de Evo Morales.   “Queremos revisar os atuais contratos e fazer isso do ponto de vista de uma relação de 2 governos que foram eleitos de modo democrático.”

A declaração diz respeito ao aditivo adicional feito entre a Petrobrás e a estatal boliviana YPFB   em março. O documento autorizou a redução da obrigação de fornecimento da YPFB para a estatal brasileira de 30,08 milhões de m³/dia para 20 milhões m³/dia. O excedente pôde ser comercializado diretamente pela YPFB com outras empresas brasileiras. Essa condição estava prevista em Termo de Cessação de Conduta assinado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O volume de gás natural importado do país vizinho de janeiro a agosto desde 2010, segundos dados da  ANP, aponta uma redução de 15,8% na comparação o mesmo período de 2019. Há que se considerar, porém, que o Governo Federal autorizou aumento temporário da importação. E será temporário mesmo. Depois da aprovação no senador da nova lei do gás, todo processo de extração do gás do pré-sal será acelerado. E isso vai significar compra menor de gás boliviano e preços mais competitivos, se os bolivianos quiserem vender.  Por enquanto estamos reinjetando mais de 42% do gás nos poços de petróleo.

 

 

Fonte: Petro Notícias


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