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Postado em 8 de fevereiro de 2018 | 17:53

Vazamento de óleo foi causado por problema em válvula

Um problema em uma válvula que fica no casco do navio Marcos Dias causou um vazamento de até 80 litros de óleo no Porto de Santos. A embarcação, atracada no cais do Armazém 22, na região de Outeirinhos, não está autorizada a deixar o cais santista até que seja feita a remoção de todo o produto.

A armadora responsável pelo cargueiro será autuada pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O vazamento começou na manhã de terça-feira e seguiu até a madrugada de ontem, quando foi detectada sua fonte.

De acordo com a agente ambiental do Ibama Ana Angélica Alabarce, o problema foi identificado pela tripulação. A peça que apresentou problemas é uma válvula responsável por vedar o tanque fecal, onde são armazenadas e tratadas as fezes da tripulação. No local, também estavam resíduos de óleo.

“Essa válvula foi lacrada e o vazamento foi suspenso. Mas, nesse período, entre 50 e 80 litros de óleo vazaram. Estamos aguardando as investigações da Capitania dos Portos para elaborarmos nosso auto infração”, destacou a agente.
Segundo Ana Angélica, a limpeza no entorno da embarcação terminou na tarde de ontem, com o trabalho de uma empresa especializada contratada pelo armador. Foram utilizadas mantas absorventes, que removem o óleo. Em seguida, às 19 horas, o navio foi autorizado a iniciar a operação.

O Marcos Dias atracou no cais santista na manhã da última segunda-feira (5), para a descarga de 43.100 toneladas de sal. Ainda não há previsão de saída da embarcação do Porto. O temor do Ibama é de que, na partida, o cargueiro deixe um rastro de óleo pelo canal de navegação.

“O curioso é que alguns outros acidentes tiveram o mesmo formato. Foram identificados após problemas em válvulas que passaram por reparos em estaleiros. É preciso levantar o motivo desse problema para evitar que eles voltem a acontecer no Porto”, destacou a representante do Ibama.

Ela cita o caso da embarcação graneleira MV Golden Trader II, de bandeira filipina e de onde vazaram 3 mil litros de óleo no Porto em novembro do ano passado. A remoção dos resíduos e a limpeza levaram mais de duas semanas no local do acidente.

Em nota, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informou que tomou conhecimento do derramamento de óleo e que tanto o navio, quanto a empresa responsável, foram notificados a prestar esclarecimentos. No local, peritos coletaram amostras do óleo para confirmar sua origem.

Fonte: A Tribuna

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