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Postado em 13 de julho de 2021 | 17:41

Valor do frete desacelera

Em julho, as cotações tendem a aumentar, em função da colheita do milho 2ª safra. O Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que, em maio, o mercado de fretes registrou desaquecimento, mantendo tendência de queda já registrada no mês de abril. A queda no mês anterior teve motivação pelo período de entressafra em abril, no que se refere à colheita e logística.

A desaceleração no mercado de fretes e no volume de embarques aconteceu com a diminuição no fluxo da soja, em algumas localidades, onde os contratos já foram cumpridos e os agentes esperam a colheita da safra de milho no Mato Grosso. De modo geral, existe um fluxo relevante e contínuo para as rotas com origem no Mato Grosso, o que mantém os preços mais elevados que o mesmo de período de maio do ano passado.

Rotas com origem em Rio Verde/GO, tiveram variação negativa mais significativa do que as rotas do Mato Grosso. Isto deve-se ao fato do volume de movimentação de soja pelo Estado de Goiás ser menor que o do Mato Grosso e, portanto, a diminuição da demanda para transporte da oleaginosa foi mais rápida. A expectativa é de que somente em julho, as cotações dos fretes tendem a aumentar, em função da colheita do milho 2ª safra. De Rio Verde para o porto de Paranaguá (PR) a queda foi de 19%, passando de R$ 225,00 a tonelada para R$ 182,00 e para Santos recuo de 2%, de R$ 212,00 a tonelada para R$ 208,00.

O volume de soja exportada, de janeiro a maio de 2021 (46,5 milhões de toneladas), foi quase o mesmo valor do embarcado em 2020 (46,05 milhões de toneladas). Contudo, a participação percentual dos portos do Arco Norte tiveram um incremento de 2,3%, sendo, o complexo, o segundo caminho de maior importância no Brasil para exportação da oleaginosa, tomando espaço, sobretudo, dos portos do Sul do país.

Em termos absolutos, os portos do Arco Norte movimentaram cerca de 15,1 milhões de toneladas de soja em 2021 contra 13,9 milhões em 2020. Santos, ainda configura como a principal rota de exportação de soja com 15,9 milhões de toneladas embarcadas de janeiro a maio de 2021.

O Mato Grosso, principal produtor e exportador de soja do país, movimento cerca de 8,7 milhões de toneladas para o Arco Norte contra 6,7 milhões de toneladas para Santos, evidenciando cada vez mais a importância das rotas que direcionam a movimentação de cargas para estes portos na dinâmica de produção e comercialização de grãos do principal estado produtor do país.

 

 

 

Fonte: Agrolink


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