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Postado em 12 de setembro de 2019 | 18:30

Terminal mineiro adota regime especial

Os produtos dos segmentos eletrônico, farmacêutico, aeroespacial, automotivo, mineração e ferroviário são considerados os mais estratégicos e potenciais para movimentação a partir do terminal, dentro da nova estratégia corporativa adotada pela BH Airport. Para trabalhá-los, porém, o aeroporto precisa contar com uma série de especificações, certificações e infraestrutura.

Neste sentido, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte já é o primeiro no País a adotar o regime especial de entreposto aduaneiro, que permite o armazenamento de mercadorias e produtos importados em local alfandegado credenciado pela Receita Federal. Durante o tempo de permanência no Terminal, estes produtos têm suspensão dos tributos e podem ser nacionalizados de forma fracionada, à medida da necessidade do cliente.

De acordo com o gestor de Soluções Logísticas Integradas do Aeroporto, Peter Robbe, o regime assegura vantagem competitiva às empresas.

“A liberação das mercadorias de maneira fracionada permite ganhos com a gestão dos estoques, fluxo de caixa e com o armazenamento”, disse.

Além disso, o novo conceito inclui também a integração com o modal marítimo, atraindo mercadorias e serviços que chegam aos portos do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), para posterior distribuição a partir de Belo Horizonte.

Dentro da estratégia houve ainda a construção de um prédio anexo de 700 metros quadrados exclusivo para sediar todos os órgãos anuentes, tais como Receitas Federal e Estadual, Avisa e Vigiagro (Mapa).

Sobre as certificações, Peter destacou que o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está na fase final de obtenção da certificação OEA (Operador Econômico Autorizado) pela Receita Federal, na modalidade segurança, que permite previsibilidade no fluxo do mercado internacional e consequente impulsão em investimentos na economia brasileira.

E que até meados de 2020, está prevista ainda a obtenção do CEIV Pharma (Centre of Excellence for Independent Validators), concedido pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Aeroporto-indústria – Por fim, o gestor lembrou que o aeroporto-indústria está muito próximo de, enfim, sair do papel e que as operações no empreendimento poderão incrementar ainda mais os negócios da BH Airport Cargo.

“O aeroporto-indústria já virou meta corporativa da BH Airport e até o final do ano estará em operação, podendo representar mais um salto na nossa movimentação de cargas, uma vez que todas as empresas que estiverem produzindo ali dentro vão importar e exportar a partido do terminal”, apostou.

A BH Airport está em contato com quatro grupos interessados em transferir sua logística para o local, que inclui cerca de 8 mil metros quadrados de área construída, dos quais 4.456 metros quadrados se referem ao entreposto e 3.619 metros quadrados de área de manobra. Trata-se de empresas dos setores de tecnologia e saúde.

Há projeções da própria concessionária de que o início das operações do aeroporto-indústria poderá atrair investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão por meio da atração de empresas de alto valor agregado para a área alfandegária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

NÚMEROS DO TERMINAL DE CARGAS
• Área total de 12 mil m²
• Armazém de carga perigosa: 300 m²
• Câmaras refrigeradas – Capacidade total de 3.350 m³, com setup personalizado de -20°C a 25°C
• 11 posições de pátio para estacionamento de Aeronaves.
• Capacidade total do Terminal de Cargas (Internacional) – 35 mil t/ano

Fonte: Diário do Comércio


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