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Postado em 12 de dezembro de 2019 | 19:14

Publicado edital para elaboração de estudos e projetos da terceira ponte Brasil-Paraguai

O projeto de construção da terceira ponte entre o Brasil e o Paraguai, que vai viabilizar o chamado corredor bioceânico, continua a evoluir, sob a gestão da Comissão Mista dos dois países, integrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. O Paraguai, por meio do Ministério de Obras Públicas, publicou o edital de licitação internacional para contratação dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e elaboração dos projetos da ponte que vai ligar a cidade paraguaia Carmelo Peralta a Porto Murtinho (foto ao lado), em Mato Grosso do Sul.

O DNIT participou da análise e validação do termo de referência da licitação, no âmbito da Comissão Mista Brasil-Paraguai. As empresas interessadas na licitação devem entregar as propostas até o dia 16 de janeiro. O DNIT também vai analisar estas propostas. Mais informações sobre a licitação podem ser obtidas no link

https://www.contrataciones.gov.py/buscador/general.html?filtro=373614&page=

A ponte será construída pelo Paraguai com recursos da empresa Itaipu Binacional. Nova licitação será lançada para execução da obra. A previsão do Ministério de Obras Públicas do Paraguai é de que os estudos sejam desenvolvidos em 2020 e que a construção da ponte seja iniciada em 2021, com término estimado para 2023.

Caberá também ao DNIT executar as obras de acesso à ponte, em Porto Murtinho, na BR-267/MS. Com a conclusão da ponte, a BR-267 vai passar a integrar o chamado corredor Bioceânico. A construção da ponte faz parte do projeto que une Brasil, Paraguai, Argentina e Chile na implantação do Corredor Rodoviário Bioceânico Porto Murtinho-Portos do Norte do Chile.

A expectativa é que, com o funcionamento do Corredor Rodoviário Bioceânico, os caminhões levem em média três dias para percorrer os 1.800 km que separam Porto Murtinho dos Portos do Norte do Chile. Atualmente, os produtos brasileiros precisam seguir até o litoral para serem exportados. O principal destino é o Porto de Santos, que se encontra com a capacidade de operação praticamente saturada. A estimativa é que, após implementado, o trajeto diminua em até 14 dias o prazo para importação e exportação de produtos para a Ásia e Oceania.

Fonte: DNIT


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