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Postado em 21 de setembro de 2020 | 17:34

Privatização dos corrios: Cinco empresas já estão na disputa

Os termos da privatização dos Correios ainda são discutidos, mas o Magazine Luiza, Amazon, DHL e Fedex demostram interesse

O que a varejista Magazine Luiza, a gigante americana do e-commerce Amazon e as empresas de logística estrangeiras DHL e Fedex têm em comum? Além do destaque dos seus nomes, a intenção em comprar os Correios, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Nas suas redes sociais, ele afirmou que cinco empresas já manifestaram interesse na privatização, não revelando qual seria a quinta.

“Já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios, então isso é importante, porque não teremos um processo de privatização vazio”

Vale lembrar que a Magalu e Amazon estão entre as gigantes que travam uma corrida no comércio eletrônico brasileiro para reduzir os prazos de entrega de seus produtos e conquistar mais clientes.

A primeira, inclusive, anunciou recentemente a instalação de um Centro de Distribuição (CD) no Rio de janeiro para melhor gerenciar a distribuição dos seus produtos.

Segundo Faria o ainda é preciso um consenso do Congresso Nacional sobre os trâmites da privatização, por exemplo, de quem seria o controle acionário e as obrigações da empresa que vier a comprar os Correios.

“Tem empresas interessadas em ocupar esse espaço, e elas sabem que você recebe o bônus e o ônus também, mas é uma empresa saudável.”

O ministro disse ainda que pediu para que o tema ficasse sob sua responsabilidade no ministério e que conversará com líderes do Congresso e os presidentes da Câmara e do Senado para articular a tramitação do projeto de privatização.

Privatização dos Correios em a greve

O anúncio de Faria veio em um momento delicado para os Correios, em greve há quase um mês. O ministro mencionou a paralização como um argumento de defesa para a privatização, ao criticar a greve em meio à pandemia e afirmou que isso não aconteceria em uma empresa privada.

Além disso, ressaltou que temas específicos, como a universalização dos serviços, também serão discutidos pelos parlamentares.

“Em relação à universalidade das entregas, entregar no interior da Amazônia, Rio Grande do Sul, outros estados, em relação a funcionários, quem for bom vai continuar, até porque a empresa tem que continuar, o debate disso é no Congresso Nacional.”

 

 

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

 


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