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Postado em 17 de setembro de 2018 | 18:47

Portos lançam programa para combater aquecimento global

Sete dos principais portos da Europa e da América do Norte se uniram para combater o aquecimento global. Para isso, eles lançaram, na última semana, nos Estados Unidos, o World Ports Climate Action Program (Programa Mundial de Ação Climática de Portos, em tradução livre do inglês), estabelecendo cinco estratégias para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em suas operações.

A iniciativa internacional reúne as autoridades portuárias de Los Angeles, Long Beach (ambos na costa oeste dos Estados Unidos), Vancouver (costa oeste do Canadá), Hamburgo (Alemanha), Barcelona (Espanha), Antuérpia (Bélgica) e Roterdã (Países Baixos), que lançaram o programa ambiental na última quinta-feira, durante a Cúpula Global de Ação Climática, em São Francisco (costa oeste dos Estados Unidos). No evento, eles convidaram outros portos a integrar o projeto.

Principal complexo marítimo do Brasil e um dos mais importantes do Hemisfério Sul, o Porto de Santos não participa do programa, mas já desenvolve ações para reduzir o impacto ambiental de suas operações e estuda novos projetos com esse objetivo. O World Ports Climate Action Program foi anunciado pelo CEO da Autoridade Portuária de Roterdã, Allard Castelein, na abertura da cúpula global. Em seu pronunciamento, ele destacou que “o Acordo de Paris definiu uma meta concreta: nós precisamos limitar o aquecimento global para menos de dois graus celsius. Nesse contexto, é vital reduzir as emissões geradas pelo transporte marítimo. Como centros críticos na rede de transporte marítimo global, estou convencido de que os portos podem contribuir significativamente. Estou grato por ver que autoridades portuárias internacionais assumiram um papel de liderança nesta área, comprometendo-se com projetos colaborativos que podem avançar ainda mais na descarbonização do setor de transporte marítimo”.

Castelein também lembrou que os complexos marítimos estão em risco devido ao aumento do nível do mar e à maior frequência de eventos climáticos extremos (como fortes ressacas e tempestades), fatores associados ao aquecimento global. De acordo com dados do Banco Mundial, o transporte marítimo responde por 2% das emissões mundiais de dióxido de carbono, que é um dos principais gases causadores do efeito estufa. Linhas de ação O programa portuário conta com cinco linhas de ação.

A primeira delas é aumentar a eficiência das cadeias logísticas utilizando ferramentas digitais. Há o entendimento que operações mais eficientes consomem uma menor quantidade de combustível, dessa forma reduzindo a emissão de poluentes atmosféricos.

Outra estratégia é impulsionar políticas públicas que visam diminuir essas emissões em grandes áreas. Também foi proposto acelerar o desenvolvimento de sistemas para o fornecimento de energia do continente para os navios (que, assim, quando atracados, mantêm seus motores desligados e não liberam poluentes na atmosfera) e outras ideias de “emissão zero”. Uma quarta medida é acelerar o desenvolvimento de combustíveis com base em carbono sustentáveis e viáveis comercialmente, para o transporte marítimo, e também a infraestrutura necessária para fornecer eletricidade aos sistemas de propulsão das embarcações.

Por último, o programa defende ampliar os esforços para descarbonizar totalmente equipamentos de movimentação de cargas nos portos. Em nota, a Autoridade Portuária de Roterdã explicou que os sete portos vão convidar membros da indústria de navegação e outros portos a integrar esses esforços. E irão pedir a seus governos para incentivar projetos de pesquisa voltados à redução das emissões de poluentes no setor.

Fonte: A Tribuna

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