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Postado em 20 de maio de 2019 | 19:04

Portos do Paraná vão reforçar ações de limpeza

Os Portos do Paraná vão reforçar as ações de limpeza e discutem a criação de uma patrulha em escala, inclusive no período noturno, para recolhimento e destinação do lixo nas áreas portuárias, cais, silo público e pátio de triagem de caminhões. A medida, anunciada nesta segunda-feira (20), pretende evitar o acúmulo de detritos e atender a um pedido de 92 auxiliares de serviços gerais que, desde 2014, pediam pela regularização das atividades desenvolvidas, conforme a classificação funcional.

Serão 30 equipes, com três trabalhadores cada, divididas em três turnos: das 7h às 13h, das 13h às 19h e das 19h à 1h. “O objetivo é melhorar a limpeza na áreas externas dos prédios administrativos, na avenida portuária, na faixa e no pátio. Assim, reduzimos os alimentos disponíveis para pombos, ratos e outros animais e contribuímos com a saúde pública”, explica o diretor-presidente dos portos paranaenses, Luiz Fernando Garcia.

Para os funcionários, a patrulha significa a valorização do trabalho e um avanço para a categoria. “Estes trabalhadores se sentiam desvalorizados e eram pouco aproveitados. A diretoria corrige um problema histórico e permite que os funcionários tenham novo ânimo, além de uma melhora nos rendimentos e organização das escalas”, destaca Luiz de Sá Maranhão Neto, guarda portuário e vereador de Paranaguá.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários, Adilson Cordeiro Silva, conta que o diálogo com a nova gestão foi essencial. “A administração abriu espaço para ouvir os funcionários e temos notado o esforço em resolver situações que, como essa, estavam se arrastando”, disse.

Para Carlos Eduardo Lacerda Brown, auxiliar de serviços gerais, as escalas vão organizar o trabalho e são importantes para a categoria. “Vai ampliar nossa atuação e melhorar a autoestima de quem se sentia desmotivado”, disse.

Heleno José da Silva Sampaio atua na função desde 1990 e conta que, desde 2014, esperava pelo reconhecimento. “Antes não tinha respeito, a gente era utilizado eventualmente, não tinha essas escalas definidas”, avalia.

A proposta segue para análise e parecer jurídico para viabilidade e regulamentação.

Fonte: APPA


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