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Postado em 13 de março de 2018 | 16:55

Porto de Santos perde US$ 300 mil com greve dos estivadores

Operações paralisadas, atrasos, custos extras e impactos na cadeia logística. Este é o saldo da greve de 24 horas dos estivadores do Porto de Santos. A estimativa é que o movimento tenha causado prejuízos em torno de US$ 300 mil, o equivalente a mais de R$ 980 mil. O levantamento é do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar).

Os estivadores consideram cruzar os braços de novo da semana que vem, só que por 48 horas, se a negociação da campanha salarial de 2018 não avançar. A greve temporária foi decidida em assembleia no dia 5 de março.

A categoria aponta a intransigência do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) na negociação da campanha salarial de 2018. Os estivadores cobram aumento real (descontada a inflação) de 10%, reajustes nos benefícios pagos, garantia do mercado de trabalho, passagem dos cadastrados para registrados e direito de dobra de jornada.

Os estivadores apresentaram as reivindicações em 27 de dezembro do ano passado e alegam que, de lá para cá, não houve negociação. O Sopesp, por sua vez, garante que está aberto ao papo.

“No levantamento efetuado pelo Sindamar, constatamos que, os navios de granéis sólidos e de papel são os mais afetados considerando que algumas associadas, em determinados navios, diante da greve deflagrada não tiraram ternos de estiva, evitando maiores prejuízos na incerteza se seriam atendidas”, destacou o diretor-executivo da entidade, José Roque.

Segundo ele, alguns navios operaram com trabalhadores vinculados, o que ameniza os prejuízos e reduz os impactos na movimentação de cargas em navios porta-contêineres. Mesmo assim, a produtividade das operações é afetada.

Por conta disso, de acordo com Roque, o reflexo é maior nos navios que transportam commodities, justamente os que têm sido responsáveis pelos recordes alcançados pelo Porto de Santos na movimentação de mercadorias.

Fonte: A Tribuna

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