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Postado em 11 de janeiro de 2018 | 17:48

Paraná prevê R$ 2,3 bilhões em conservação de rodovias

Em entrevista ao programa de rádio Paraná em Destaque, do governo do Paraná, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o Pepe, apresentou as principais melhorias e investimentos executados no setor em 2017 e apresentou os projetos que devem ter destaque em 2018. Pepe, que está no Governo do Estado desde o início do mandato de Beto Richa (PSDB) como governador, em 2011, destaca que está bastante otimista para 2018. “Investimos R$ 1,8 bilhão em 2017 e o novo programa prevê investimentos de R$ 2,3 bilhões”. Entre as principais obras, Pepe ressalta as melhorias no Porto de Paranaguá e as obras de duplicação da BR-376, a Rodovia do Café. Confira trechos da entrevista.

“Primeiro fizemos a reestruturação da própria Secretaria. Para encararmos o trabalho que tínhamos pela frente precisávamos arrumar a casa e assim foi criada a Secretaria de Infraestrutura e Logística, porque já pensávamos desde o início em novos conceitos, como corredores que pudessem atender melhor todo o Estado, sempre com a preocupação local e regional”.

Porto de Paranaguá

“O Porto de Paranaguá recebeu muitos investimentos e até o fim do ano vamos ultrapassar a barreira de R$ 1 bilhão. O que ajudou muito foi que trouxemos a iniciativa privada, o que gerou mais de R$ 3,5 bilhões em investimentos. Em um passado recente, na área ambiental, por exemplo, éramos o 26º colocado no Brasil, e hoje somos o primeiro em desempenho ambiental entre portos públicos e privados no país. Não temos mais as filas de caminhões há mais de cinco anos. Também reduzimos em mais de 70% a demurrage, que é a multa pela fila de navios. Investimos em tecnologia e no pátio de triagem que recebe rodízio de mais de mil caminhões ao ponto de fecharmos 2017 com a maior movimentação da história do Porto, ultrapassando a barreira dos 50 milhões de toneladas operadas”.

Rodovias

“Melhoramos as condições das rodovias – com as concessionárias e também com obras do próprio Estado. São mais de 500 quilômetros em duplicação, a maior parte já entregue e algumas em andamento. Sem contar mais de R$ 1,8 bilhão de investimentos em conservação e manutenção de rodovias, porque não adianta pensar em duplicar e criar rodovias novas se não cuida da malha existente”.

Ferroeste

“A nova Ferroeste é um projeto bastante ousado. Talvez hoje no Brasil seja uma das poucas ferrovias que têm a demanda garantida, porque ela vem de Dourados (MS). A Ferroeste é delegação do governo federal ao Paraná até 2079 e a delegação já existe de Dourados a Guarapuava – a linha é que é de Cascavel a Guarapuava. Então lançamos o projeto de Dourados a Guarapuava e, complementando, lançamos uma ferrovia nova de Guarapuava até os portos do Paraná, através de uma delegação estadual. Vamos criar este grande corredor com cerca de mil quilômetros de extensão e investimento aproximado de R$ 10 bilhões. Hoje o que chega por ferrovia ao Porto de Paranaguá é de em torno de 18% do total. Mas, com os recordes de crescimento a cada ano, a gente percebe que ao longo dos anos se nada for feito, até 2030 estaríamos abaixo dos 12%. Então, rapidamente chegou-se à conclusão de que as rodovias não suportariam o montante e, por isso, teria que ser lançado, necessariamente, a ferrovia, ou estaríamos condenando o Porto de Paranaguá”.

Atendimento às Prefeituras

“Temos muitos convênios. Começamos com as Patrulhas do Campo e a revitalização de mais de dois mil quilômetros de rodovias municipais que não era obrigação do Estado, mas o governador, sendo municipalista, estendeu a mão aos prefeitos. Tivemos convênio para construção de pontes que foi um sucesso e atingimos a marca de mais de 200 pontes no estado inteiro. Também fizemos em 2017 muitas parcerias para asfalto”.

Contrato com concessionárias de pedágio

“O contrato de 24 anos encerra no final de 2021. Nós do governo entendemos e defendemos uma nova licitação. Temos discutido com o governo federal – com pedido do G7 [grupo formado pelas maiores instituições do setor produtivo do Paraná] – a renovação da delegação porque muitas vezes se esquece um fato importante deste contrato: 2/3 das rodovias são federais e não estaduais. Então, só podemos atuar e atuamos como fazemos hoje porque existe um contrato em que o governo federal delegou ao Paraná para poder incluir alguns trechos estaduais e criamos grandes corredores de integração, o chamado Anel de Integração, que totaliza 2.400 quilômetros de rodovias estaduais e federais. Então a discussão hoje está em cima da questão da delegação porque este grupo entende, e eu concordo, que é mais fácil se ficar na mão do Estado para que a população possa fazer suas cobranças e participar mais”.

Obras em andamento

“Temos diversas obras em várias regiões. Entre elas a duplicação da Rodovia do Café [BR376], que é a maior obra rodoviária em andamento hoje no Estado do Paraná. Através da gestão de diálogo com a concessionária conseguimos criar oito frentes de trabalho, sendo que o contrato original pregava que começaria em Ponta Grossa e iria numa sequência para, até 2021, chegar em Apucarana”.

Ações previstas para 2018

“Fizemos o projeto de ligação entre São Mateus do Sul a Irati por determinação do governador, assim como Pitanga a Mato Rico, além de Coronel Domingos Soares. Para Doutor Ulysses, estamos tentando contratar o projeto pelo BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]. Também temos o Contorno [Norte] de Castro, que é uma região que cresce muito”.

Fonte: Diário dos Campos

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