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Postado em 18 de maio de 2020 | 18:39

Para CCR, situação dos aeroportos é a mais dramática

A CCR, que atua em concessões de rodovias, aeroportos e metrôs, avalia que o reequilíbrio econômico-financeiro de cada setor será distinto. A situação mais dramática hoje é a dos aeroportos e, por isso, medidas de curto prazo são esperadas nesse segmento, afirmou o diretor financeiro do grupo, Waldo Perez, em teleconferência com analistas de mercado nesta sexta-feira.A CCR tem registrado uma perda de 97% de seus passageiros nos aeroportos operados, entre eles o de Confins (MG), na região de Belo Horizonte. “A necessidade é que haja medidas que atenuem questão no curto prazo, e governo tem se mostrado sensível. Houve a questão da outorga fixa, cujo pagamento foi alterado para o fim do ano. E certamente outras medidas serão tomadas”, disse.

No caso dos aeroportos internacionais, como os de Quito, no Equador, e da Costa Rica, o executivo afirma que há particularidades de acordo com a legislação local, mas destaca que o peso dessas operações no grupo é pequeno.No caso de mobilidade urbana, a CCR avalia que a situação não é tão drástica. O reequilíbrio, nesse caso, também depende da situação de cada região, mas a percepção é que a retomada do fluxo de passageiros nesse setor será mais rápida do que no caso dos aeroportos.

“Para complementar, algumas das concessões já tem cláusulas de mitigação de demanda, então há um reequilíbrio pré-estabelecido”, afirmou.No caso de rodovias, que é a principal atividade da CCR, mas que sofreu uma retração menor do que os demais segmentos, Perez falou apenas sobre o caso do governo paulista, destacando que a gestão tem mostrado disposição em resolver os problemas regulatórios do passado por meio de aditivos e que, no caso desta crise, a questão fica ainda mais forte.

“Acho que ainda estamos muito no início da questão, até com dificuldade para entender que impacto é esse. O ideal seriam medidas mitigadoras de curto prazo. Mas para conseguir de fato fazer um cálculo final vamos ter que esperar para ter clareza maior”, disse.

Para Perez, os projetos de infraestrutura do país que já estavam em estágio avançado terão que ser adequados diante do novo cenário de crise. “Para momentos de grande incerteza tem mecanismos já usados em muitos casos, como investimentos que passam ser demandados dependendo de gatilhos de tráfego, por exemplo. Existem formas de adequar [o projeto] a momentos de mais incerteza. Possivelmente vão acabar acontecendo”, disse. Um possível adiamento de meses não deverá ser um problema, afirmou.

Questionado por um analista sobre a possibilidade de a crise favorecer a CCR, por eliminar possíveis concorrentes, o executivo diz que ainda é cedo para saber como está o cenário de competição no setor passada a turbulência.

Captações

A CCR deverá continuar antecipando captações de crédito no mercado, segundo Perez. Em abril, o grupo já antecipou captações que estavam previstas para ocorrer ao longo de 2020.

“Apesar da disponibilidade de crédito encontrada no inicio da crise, o mercado estava bastante restrito quanto a prazo, mas temos visto mudança de prazos, de 12 meses para  24 meses, chegando a 36 meses. Estamos vendo melhora nesse momento”, afirmou o executivo.

“Continuamos buscando oportunidades para antecipar captações que estavam programadas para mais para frente do ano, para aumentar ainda mais posição de caixa”, disse.

 

Fonte: Valor


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