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Postado em 23 de agosto de 2021 | 17:07

Ouro Verde recebe aporte no segundo trimestre de R$ 402,9 milhões

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, investimentos somaram R$ 694,4 milhões, superando o total investido em 2020, que foi de R$ 694,1 milhões.

A Brookfield, investidora e gestora global de ativos, divulga que as operações da Ouro Verde, dois anos após ser adquirida, apresenta resultados positivos. Dados anunciados dão conta que no segundo trimestre deste ano (2T21), a companhia adquirida registrou o maior investimento trimestral da sua história – R$ 402,9 milhões, frente aos R$ 142,9 milhões computado no segundo trimestre de 2020 (2T20).

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, investimentos somaram R$ 694,4 milhões, superando o total investido em 2020, que foi de R$ 694,1 milhões. Os recursos foram impulsionados, segundo a gestora, pelo aquecimento do mercado de gestão e locação de veículos, segmento em que a Brookfield atua apenas no Brasil.

Como resultado desse movimento, a frota de veículos leves e pesados da companhia teve crescimento de 34% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 28.998 veículos, representando R$ 2,5 bilhões em ativos sob gestão.

“O volume significativo de novos contratos em segmentos com alta demanda de terceirização e a renovação com clientes estratégicos, nos permitiram investir fortemente na expansão da nossa frota, o que resultará em crescimento de receita e rentabilidade para a companhia. Além disso, aportarmos recursos em melhorias, desenvolvimento dos sistemas de informação, ferramentas de gestão, reforçamos as equipes comercial e de cargos executivos para suportar o crescimento de forma sustentável”, afirma o CEO da Ouro Verde, Claudio Zattar.

Serviços

A receita líquida de serviços da companhia foi de R$ 159,2 milhões no 2T21, um aumento de 15,1% quando comparado anualmente. Já a receita operacional líquida alcançou o valor de R$ 220,3 milhões, sendo R$ 159,2 milhões referentes à receita de serviços de locação de máquinas e equipamentos pesados e à terceirização de veículos leves. O restante, R$ 61,1 milhões, corresponde à receita de venda de ativos.

“Com o volume relevante de novos contratos de locação, o lucro líquido consolidado no 2T21 foi de R$ 39,2 milhões, com crescimento de 190,4% em comparação com o 2T20. No primeiro semestre de 2021 (1S21) em relação ao primeiro semestre de 2020 (1S20), o lucro líquido consolidado foi de R$ 15,2 milhões, crescimento de 42,2%. Já o lucro líquido recorrente, no 2T21, foi de R$ 25,1 milhões, crescimento de 53,2% em relação ao 2T20. No comparativo com o mesmo semestre de 2020, o lucro líquido recorrente foi R$ 25 milhões, crescimento de 205,1%”, destaca o CFO da Ouro Verde, Ricardo Pereira.

Segundo a investidora, o Ebitda consolidado da Ouro Verde cresceu 23,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 115,7 milhões – margem de 72,7% em relação à receita líquida de serviços. No 1S21, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o Ebitda consolidado foi de R$ 185,3 milhões, um crescimento de 17,9%. O Ebitda recorrente, na comparação entre o 1S21 e o 1S20, o crescimento foi de 17,4%, com R$ 189,6 milhões. No 2T21, o Ebitda recorrente registrado foi de R$ 117,8 milhões, crescimento 23,3% em relação ao 2T20.

Já a receita de venda de ativos atingiu R$ 111,3 milhões no 1S21, com queda de 14,6% em relação ao 1S20, devido à redução das vendas de veículos leves no período, em função do menor número de unidades desmobilizadas neste semestre, consequência das prorrogações contratuais para a entrega de novos veículos, graças à diminuição de produção das montadoras. Na comparação trimestral, a receita de venda de ativos totalizou R$ 61,1 milhões, com queda de 11,7% em relação ao 2T20.

“A Ouro Verde reforça a flexibilidade da companhia para continuamente criar soluções que atendam às necessidades de seus clientes, mesmo com a falta de novos veículos produzidos pelas montadoras, durante o cenário pandêmico”, diz Zattar.

Com objetivo de financiar o forte ritmo de crescimento das operações, a Ouro Verde realizou a sua décima emissão de debêntures, no valor de R$ 300 milhões, no segundo trimestre deste ano. Atualmente, a companhia tem 3,2% da dívida bruta no curto prazo. O endividamento líquido subiu 16,9% na comparação com o 1T21, totalizando R$ 1,5 bilhão no 2T21.

“Com a entrada do novo sócio controlador em 2019, desenvolvemos um modelo de negócio único, adaptado ao contexto do mercado, que nos permite manter a base de clientes e impulsionar o potencial de desenvolvimento da Ouro Verde. Estamos posicionados adequadamente para capitalizar as tendências e oportunidades geradas pela ampliação dos negócios de gestão de frota no país. Devemos seguir crescendo em linha com o crescimento do mercado”, pontua Zattar.

 

 

 

 

Fonte: Tecnologistica


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