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Postado em 13 de junho de 2019 | 16:55

Obras de Arte Especiais são o tema de painéis do terceiro dia da Semana do Planejamento

Você sabe o que são obras de arte especiais? Esse foi o tema de dois painéis desta quinta-feira (13), durante a 3ª Semana do Planejamento. As OAEs, abreviação para as Obras de Arte Especiais, são pontes, túneis, viadutos, passarelas e estruturas de contenção que integram a malha rodoviária federal. Para mediar esses painéis foram convidados os servidores Edimarques Magalhães e Rogério Calazans, ambos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Para falar sobre soluções em pontes de estruturas metálicas, a representante da empresa BERD, Stephanie Mota, apresentou cases de uso de pontes modulares. O uso desse tipo de tecnologia começou durante a primeira guerra mundial. Hoje, as modulares proporcionam rapidez na construção de novas estruturas em situações de rotas e circuitos alternativos de transporte logístico, reparação ou substituição de estruturas enfraquecidas ou em casos de desastres naturais e conflitos. As pontes podem ser temporárias ou permanentes para aplicações civis ou militares.

Em se tratando de estruturas relativas à infraestrutura brasileira, o diretor da Brafer, José Augusto, apresentou as suas principais características de uso. Por serem fabricadas em ambiente controlado, as estruturas metálicas produzidas resultam em um produto final de grande qualidade e menor desperdício dos materiais. Além disso, a estrutura possibilita que as obras sejam realizadas em um curto espaço de tempo. É uma solução rápida para alargamentos e na eliminação de apoios intermediários.

O servidor Eloi Palma, da Empresa de Planejamento e Logística, abordou a possiblidade de inserção dos túneis como elemento de planejamento das grandes obras de infraestrutura. Esse tipo de construção contribui para a redução do tempo de viagem do usuário, balanceando a relação entre custo e benefícios. Entre o maquinário utilizado para a abertura de túneis estão as máquinas tuneladoras e o jumbo eletro-hidráulico, que podem ser usados de acordo com as especificidades da rocha.

O segundo painel teve início com a apresentação, pelo servidor Aymoré Vaz, do Sistema de Gerenciamento de Obras de Arte Especiais (SGO), desenvolvido pelo DNIT para administração das estruturas sob sua responsabilidade. O sistema é composto de três subferramentas: SGO Mobile, SGO Inspetor e SGO Web. A primeira reúne as anotações das vistorias de campo. A segunda permite que o inspetor insira dados da vistoria (como fotos, croquis, vídeos) no sistema, por meio de um aplicativo disponível em tablets. A terceira é o SGO Web, que disponibiliza os dados na internet.

Os detalhes da restauração e reabilitação da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, foram apresentados em seguida. A emblemática ponte, cartão postal da cidade, foi inaugurada em 1926 e teve o tráfego totalmente interrompido em 1991. Conforme o engenheiro João Pedro Lopes, da empresa responsável pelas obras de restauração, iniciadas em 2016, a reabertura está prevista para dezembro deste ano.

O painel foi encerrado com a discussão sobre a sustentabilidade de pontes mistas de aço e concreto e com a apresentação de estudos de casos pelos engenheiros Fernando Pinho e Zacarias Chamberlain.

Conforme explicaram, avaliar a sustentabilidade da obra significa analisar conjuntamente a parte ambiental, econômica e social. Ao defenderem maior utilização do aço na construção de estruturas, destacaram, entre outros aspectos, sua durabilidade, facilidade de reparos e possibilidade de reaproveitamento, reduzindo em até 40% os custos em uma obra.

Fonte: DNIT


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