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Postado em 11 de novembro de 2020 | 20:32

MB melhora expectativa de PIB e passa a ver queda de 3,8% em 2020

Apesar da ajuda do auxílio emergencial e das commodities neste ano, o cenário segue preocupante no ano que vem e, em especial, em 2022.

A economia brasileira deverá encolher 3,8% em 2020, segundo expectativa da MB Associados divulgada nesta terça-feira, 10. A previsão é significativamente melhor do que a anterior, que apontava para uma queda de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano.

Os motivos da revisão estão ligados aos efeitos positivos do auxílio emergencial distribuído pelo governo a 65 milhões de brasileiros durante a pandemia e à exportação de commodities.

O pagamento de parcelas de R$ 600 movimentou a economia e impactou positivamente os níveis de pobreza, ainda que com efeito transitório. Em relação às commodities, com o real desvalorizado em mais de 30% em relação ao dólar desde o início do ano, o valor das exportações aumentou, já que os itens são cotados na moeda americana.

A MB espera uma recuperação significativa do PIB no terceiro trimestre, com alta de 9,2% em relação ao segundo, quando o índice retraiu 9,7% ante o primeiro período do ano. Para o quarto trimestre, a alta esperada é de 0,9% na margem.

A previsão da consultoria chegou a uma retração de 7,8% para a economia brasileira em abril, devido às incertezas trazidas pela crise do coronavírus.

Apesar da ajuda desses dois fatores, o cenário segue preocupante no ano que vem e, em especial, em 2022, ressalta a consultoria em carta quinzenal. A maior preocupação é sobre o andamento das reformas estruturantes que objetivam melhorar o cenário fiscal e sobre eventuais decisões equivocadas que o governo pode vir a tomar.

“O tempo das reformas não é o mesmo do tempo das políticas de curto prazo. Ao privilegiar estas ao invés das primeiras na vã esperança de obter resultados imediatos, o presidente poderá pagar o preço de uma piora fiscal significativa”, diz a MB.

“Não podemos esquecer que o país já havia passado por um grande choque de origem fiscal com a crise de 2015 e 2016 e tem uma outra crise agora com a pandemia, que tem gerado uma outra crise fiscal. Se a primeira teve na mudança de governo o início da sua solução, esta segunda crise pega um presidente enfraquecido em seu terceiro ano de mandato”, diz.

Fonte: Exame

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