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Postado em 24 de maio de 2018 | 17:10

Indústria siderúrgica ataca decisão de não sobretaxar aço chinês

Representando as siderúrgicas, o Instituto Aço Brasil atacou a decisão da Camex de adiar por um ano imposição de tarifas sobre laminados planos importados da China.

Na segunda-feira (21/05), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a aplicação de medidas compensatórias sobre as importações de laminados planos da China. Porém decidiu suspender a medida porque ela poderia causar aumento de preços e custos no Brasil. A indústria nacional havia pedido medidas compensatórias, que podem ser sobretaxas ou cotas, sobre a importação de laminados chineses, alegando que o País subsidia a exportação dos produtos. Em janeiro deste ano, a Camex tomara decisão na mesma linha, em relação a direitos antidumping sobre laminados a quente da china e da Rússia.

A indústria siderúrgica brasileira vem pedindo medidas de proteção contra um possível desvio de comércio causado pelo recente fechamento do mercado americano. No início do mês, o governo Trump anunciou a imposição de cotas para exportação de aço brasileiro. O Brasil terá uma cota equivalente à média da exportação dos três últimos anos, no caso de semiacabados, e de 30% a menos que a média do período, para os produtos acabados.

Com essa limitação na exportação para os EUA, a indústria siderúrgica teme que parte do aço que não entrar no mercado americano poderá ser direcionada para o Brasil.

A percepção na Camex é que ainda não há um aumento na importação de aço que justifique medidas compensatórias. Para o conselho, a indústria vem sofrendo por causa do desaquecimento do mercado interno, não por entrada de importações. Além disso, consumidores de aço como indústria de máquinas e carros seriam muito afetados.

Fonte: Correio do Estado

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