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Postado em 10 de outubro de 2017 | 17:57

Guarujá lança plano contra desastres naturais e no Porto

A Prefeitura de Guarujá mapeou os riscos de acidentes na cidade e dividiu as ameaças em duas frentes: as ocorrências tecnológicas, que envolvem a atividade portuária, e as geológicas, que incluem desastres naturais, principalmente em áreas de morros. Esta análise deu origem ao Plano Municipal de Contingência (Plancon). Agora, a Defesa Civil dará início ao processo de conscientização da população sobre esses riscos.

O Plancon envolve todas as secretarias municipais, além da Defesa Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e das empresas que atuam na Margem Esquerda do Porto de Santos, por meio do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) de Guarujá.

“O plano visa agregar todas as forças da Cidade, do terceiro setor, empresas e poder público, de forma que, no caso de uma grande emergência, nós possamos atuar na mitigação dos efeitos danosos desse acidente, minimizar os danos às pessoas e, depois, trabalhar na recuperação das áreas afetadas. Acima de tudo, o objetivo maior é trabalhar na prevenção”, destacou o diretor da Defesa Civil, Carlos Smicelato.

Segundo o executivo, nos últimos anos, houve diversos acidentes envolvendo as características geológicas da Cidade, como deslizamentos de morros. Além disso, a participação na movimentação de cargas no maior porto da América Latina também é uma ameaça constante, como ocorreu em 2015, no incêndio no terminal retroportuário da Localfrio.

Por conta disso, o Plancon dividiu as ameaças tecnológi-cas em três níveis. O primeiro é quando há um incidente em uma empresa e o entorno não é afetado. “Nesse caso, o município, através da Defesa Civil, faz apoio à empresa no que for necessário para conter o elemento que está oferecendo risco”.

No segundo nível, o acidente provoca consequências em até 200 metros no entorno da instalação portuária. Já no terceiro, esse raio é maior. “Quando o risco ultrapassar 200 metros, a empresa é responsável por oferecer informações sobre qual deve ser a área de evacuação”, destacou Smicelato.

O responsável pela Defesa Civil explicou ainda que escolas, centros de saúde e até cruzamentos de ruas servirão como ponto de encontro em caso de evacuação após um acidente no Porto. “Para a região portuária, nós vamos iniciar um trabalho para fazer o mecanismo de acionamento no caso de uma grande emergência, quando há a necessidade de evacuar uma comunidade. Ela vai se deslocar para um ponto de encontro previsto no plano de contingência e, lá, será feito um remanejamento de pessoas para abrigamento e local seguro”, explicou.

Conscientização

Agora, a partir da assinatura do Plancon, será iniciado o trabalho de prevenção com a comunidade. A ideia é fazer com que a população aprenda a reconhecer uma área de risco no morro, que ele pode vir a ser afetado por um deslizamento, ou ainda reconheça alguns sinais que podem indicar riscos à na atividade portuária.

“Guarujá é uma ilha cercada por rios, oceano, morros, uma grande precipitação pluviométrica. A geografia, as condições em que uma grande massa da população vive nos tornam muito mais responsáveis, para que nós estejamos preparados para qualquer evento da natureza que venha a colocar em risco as vidas humanas e a cidade como um todo”, destacou o prefeito Válter Suman.

Para o secretário municipal de Defesa e Convivência Social, Luiz Claudio Venâncio Alves, o Plancon pode ser utilizado até em casos de acidentes em municípios vizinhos. “É importante salientar que o Plano de Contingência de Guarujá é uma vanguarda. Todas as cidades estão sujeitas a catástrofes naturais, desastres provocados pelo ser humano. O importante é a cidade ser resiliente, estar preparada para fazer frente às necessidades”, afirmou.

Fonte: A Tribuna

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