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Postado em 10 de fevereiro de 2019 | 17:18

Governo deve diversificar os modais de transporte para aquecer a economia

Durante o Correio Debate, Fernando Paes, diretor Executivo da Associação Nacional de Transportes Ferroviários (ANTF), cobrou regulamentação mais simples e ágil e ressaltou os efeitos benéficos que isso trará ao mercado e a sociedade.

O setor está com expectativas muito boas, sobretudo pelas nomeações no ministério responsável pela área. “Não estamos vivendo o presidencialismo de coalizão que enfrentamos nos últimos anos. Temos uma janela de possibilidades”, comemorou.

A evolução do setor ferroviário ficou esquecido, segundo Fernando. “Estamos discutindo muito isso agora, mas esse foi o primeiro setor a ser desestatizado pelo governo do (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso”, lembrou.

O setor está nas mãos de seis empresas que detém 11 concessões. “Quando a quantidade de carga, as distâncias e os investimentos tiveram acréscimos importantes nos últimos anos”, explicou.

Fernando destaca que o modal ferroviário deve começar a dividir o mercado com o modal terrestre, focado sobretudo em transporte por caminhões. “Muita gente associação as ferrovias a transporte de minério, que é a maior parcela, mas crescemos, por exemplo, no carregamento de grãos. Estamos patinando ainda no transporte de combustíveis”, concluiu, ao acrescentar que a dependência de rodovias prejudica o país.

O presidente da ANTF é categórico ao dizer que só expandindo o setor o país crescerá. Ele citou seis projetos, como a construção da nova ferrovia Transnordestina. Ele cita que licitações devem aquecer o setor e que o governo deve fomentar a concorrência entre empresas.

“A sociedade terá benefícios como aumento da capacidade de transporte, resolução de conflitos urbanos e modernização da frota”, pontuou. E emenda. “O Brasil precisa de uma regulação melhor. Há uma série de normas que precisam ser revistas para reduzir custos dos operadores. Dinheiro existe, o mais difícil é colocar esses investimentos na rua. Não podemos levar muito tempo para resolver algumas coisas, como a questão do saneamento, que era uma pauta de dois séculos”, avaliou.

Fonte: Correio Braziliense

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