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Postado em 2 de abril de 2020 | 19:14

Fluxo cambial ao Brasil é negativo em quase US$6 bi em março até dia 27 com vírus afetando emergentes

O Brasil sofreu saída líquida de dólares em março até dia 27 em um montante de 5,999 bilhões de dólares, em um período marcado pela propagação do coronavírus que ditou fluxo negativo recorde em mercados emergentes.

A debandada de dólares do Brasil ocorreu em meio a uma disparada da divisa ante o real, com agentes econômicos em todo o mundo buscando ativos de segurança diante das incertezas econômicas em decorrência da pandemia do coronavírus.

Nos primeiros três meses do ano, o fluxo cambial ao Brasil está negativo em 10,791 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o resultado era positivo em 4,444 bilhões de dólares.

As operações financeiras do fluxo cambial contratado tiveram saldo negativo de 13,390 bilhões de dólares em março até dia 27. No acumulado do ano, a saída líquida é de 24,230 bilhões de dólares.

Já do lado comercial houve superávit no mês de março até dia 27 de 7,391 bilhões de dólares. No acumulado do ano, há entrada líquida de 13,439 bilhões de dólares.

No mês passado, o dólar avançou 15,92% ante o real, na maior valorização para um mês desde setembro de 2011 (+18,15%). Foi a maior alta registrada para a moeda em um mês de março desde o ano de 2002.

Já no trimestre, a divisa disparou 29,44%, a maior apreciação para um trimestre calendário desde os três meses encerrados em setembro de 2002 (+33,16%).

Segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), os mercados emergentes sofreram uma “parada repentina” nos fluxos de capital em março, com investidores de portfólio retirando um recorde de 83,3 bilhões de dólares em ações e títulos de países desse grupo.

Fonte: Reuters


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