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Postado em 8 de novembro de 2018 | 18:05

Exportação cearense de água de coco dispara 1.754,4%

A água de coco tem ganhado cada vez mais espaço nas exportações de bebidas do Ceará. Segundo documento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o produto passou de US$ 1,3 milhão em valores exportados, de janeiro a setembro de 2017, para US$ 25,6 milhões, em igual período deste ano, o que representa um crescimento de 1754,4%.

“Um novo setor aparece no que se refere à exportação de bebidas com destaque para a água de coco que representa quase 60% das bebidas que são exportadas pelo Ceará. Essa exportação ganhou muita força após a introdução de novas tecnologias para a conservação e novas embalagens para a própria água”, comenta Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiec.

De acordo com ela, alguns fatores explicam o crescimento das exportações do produto. “Foi feito um investimento muito grande no que se refere à questão da tecnologia da própria inovação que resultou no processo de que essa água estando conservada na temperatura ambiente ela tem uma validade extremamente recomendada para a exportação. Outro fator é que esse produto ganha muita força por conta dos hábitos saudáveis e dos estilos de vida de muitas pessoas no mundo atual. A água de coco tem um consumidor muito fiel”.

O Ceará se consolida, dessa forma, como o maior exportador de água de coco do País e o terceiro no segmento de bebidas, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná. “As empresas de bebidas estão ousando muito, realmente apostando nesse mercado internacional. Elas têm uma preocupação maior com a promoção comercial dos seus produtos, participam de feiras e eventos internacionais. Elas estão buscando uma atualização tecnológica de suas máquinas e equipamentos. Todos esses fatores contam como diferenciais competitivos para esse produtos que é exportado”.

Países

No ranking dos maiores compradores de bebidas do Ceará estão os Estados Unidos, Holanda, Canadá e França. Os EUA lideram a tabela no acumulado de 2018, porém perdeu espaço para os Países Baixos que de um ano para o outro cresceu 100%. “Houve um aumento expressivo da Holanda. Nós temos a hipótese de que o País funciona como um hub, um entreposto comercial. Os produtos entram na Holanda e de lá são distribuídos para outros mercados”.

Além disso, Karina cita a importância do hub da Air France-KLM em Fortaleza para explicar esse crescimento. “Quando nós falamos do hub aéreo sempre foi uma preocupação da Fiec que esses aviões tivessem um local destinado e reservado para a carga justamente pensando nesse incremento das exportações via modal aéreo. E esse modal facilita muito a inserção desses produtos por causa da perecibilidade deles”.

“Além disso, o exportador sabe que existe uma demanda latente no mercado internacional. Os Estados Unidos são o segundo maior consumidor de água de coco do mundo atrás do Brasil”, explica. O Ceará exportou para os EUA no acumulado deste ano US$ 28,1 milhões. Completam a lista Holanda (US$ 5,9 milhões), Canadá (US$ 2,8 milhões) e França (US$ 2,3 milhões).

Desafios

Para Karina, os exportadores cearenses e brasileiros ainda enfrentam diversos desafios. “Nós precisamos ter modais eficientes com preços competitivos. Apesar dos resultados expressivos, o nosso comércio exterior precisa ser facilitado, menos burocrático, mais fluído”, destaca.

Fonte: Diário do Nordeste

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