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Postado em 27 de outubro de 2019 | 17:13

Encontro debate futuro do setor portuário privado

Quais as mudanças que irão mudar a vida em sociedade e como as empresas e os negócios irão se adaptar às novas tecnologias? Essas e outras perguntas foram respondidas na 6ª Edição do Encontro ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), que teve como tema “Inovação: como as transformações mundiais impactam os modelos de negócios”. O evento ocorreu no Clube Naval de Brasília e debateu a inovação no mundo por meio da visão de profissionais conectados com as mudanças, além de um diagnóstico de como as empresas estão sendo impactadas.

Para o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, é importante olhar para o futuro em todos os setores. Ele também destaca que o segmento portuário já tem protagonizado transformações. “Precisamos falar sobre a inovação e despertar essa mudança. Podemos formar tendências em um mundo em constante transformação. Hoje trabalhamos como uma revolução, que são os nossos TUP’s (terminais de uso privado), que transformaram o modelo de negócio brasileiro do público para o privado. Nos dias atuais, não podemos pensar o setor portuário brasileiro sem falarmos dos terminais privados. Elevamos a balança comercial e temos grandes empreendimentos logísticos onde não se via investimentos”. A ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), atualmente, representa 29 empresas e 56 TUP’s (Terminais de Uso Privado) do país. As associadas da ATP, juntas, movimentam 60% da carga portuária brasileira.

Conforme o diretor-executivo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Bruno Batista, um dos palestrantes do evento, o setor transportador deve estar preparado para as transformações, que ocorrem de forma cada vez mais acelerada. “O setor teve que começar a pensar diferente. As novas tecnologias irão impactar muito o transporte, mas não sabemos aonde isso irá chegar. A única certeza que temos é que vai mudar o jeito de produção, as técnicas e novos materiais”.

Entre os desafios que o setor portuário brasileiro enfrenta estão a falta de uma logística de transporte integrada com áreas e destinos que conectem áreas de produção e polos industriais; dragagens de manutenção dos canais de navegação em portos marítimos e fluviais; melhor regulação e melhores contratos de adesão. Outra reivindicação diz respeito a uma maior segurança jurídica e a uma desburocratização do setor, com simplificação de procedimentos, harmonização de competências e uma atuação voltada para dar celeridade na tomada de decisão.

Fonte: CNT


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