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Postado em 13 de dezembro de 2018 | 17:53

Ceará lidera exportação de redes de dormir no Brasil

A rede de dormir é um dos produtos tipo exportação do Ceará. Neste ano, o artigo, característico do Estado, foi vendido para 21 países. O principal destino foi a Alemanha. Há dois principais polos de produção: Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe, e Várzea Alegre, na região Centro-Sul cearense.

Líder no Brasil, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o segmento produtivo movimentou US$ 987 mil, entre janeiro e outubro deste ano, valor quase três vezes superior ao alcançado pelo Paraná, segundo colocado.

Os polos produtivos geram emprego e renda no interior cearense. As redes de Várzea Alegre se destacam pelo capricho no acabamento e as varandas feitas em crochê. Uma das unidades pioneiras na produção fica no Sítio Mocotó, a 12 quilômetros do Centro urbano. Um grupo de 14 mulheres sob a coordenação das irmãs artesãs, Maria Miguel de Oliveira, a Rosinha, e Francisca Reinaldo, a Ceilda, produzem diariamente as peças tipo exportação.

A agricultora Aldenira Bezerra é uma das mulheres da comunidade que passou a se dedicar à fabricação de redes. Lembra que antes trabalhava nas atividades domésticas, e no período de chuva, ajudava o marido no roçado. “Agora, todo mês, temos nosso ganho que varia segundo as vendas. Apesar das dificuldades, não temos o que reclamar”, diz.

Um grupo de 29 famílias integra a Associação Comunitária do Sítio Mocotó, que foi fundada em 1989, e 14 estão diretamente envolvidas com a produção das redes. O trabalho organizado rendeu, nas três últimas décadas, desenvolvimento à comunidade.

Manual

No passado, havia plantio de algodão e tecelagem em fusos. Os fios da fibra eram desfiados e formavam o tecido, de forma manual. Atualmente, os tecidos e linhas são adquiridos das indústrias, mas o trabalho continua artesanal.

As irmãs Rosinha e Ceilda se destacam na comunidade. São exemplos de resistência. Ambas apresentam deficiência física congênita, mas superaram as dificuldades e organizaram, com apoio do Sebrae, o segmento.

Por meio da iniciativa, Rosinha conquistou espaço e admiração dentro e fora da comunidade. Em 2007, viajou ao México, onde representou o Brasil, sendo a única artesã com necessidades especiais no evento. Em 2009, contou sua trajetória na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Empregos

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Cícero Izidório, o segmento gera cerca de 350 empregos. Somente na unidade do Sítio Mocotó são produzidas por mês 200 redes. Há na cidade a Associação Comunitária dos Fabricantes de Redes de Dormir e Bordados, que reúne artesãs na produção da peça.

Fonte: Diário do Nordeste

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