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Postado em 29 de outubro de 2019 | 18:29

Avança o projeto da moega exclusiva de descarga para vagões

O projeto que tem por objetivo concentrar a descarga ferroviária dos granéis sólidos no Corredor de Exportação em uma moega exclusiva para o modal está ganhando um novo impulso. Depois de três meses de análise da proposta apresentada pela Diretoria de Engenharia e Manutenção, em parceria com a Rumo, os operadores portuários do complexo se mostram interessados em avançar para consolidar a proposta.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, já recebeu algumas considerações, mas os terminais se comprometeram em reunir suas equipes técnicas, com a Diretoria de Engenharia da empresa pública e a Rumo, para definir como seriam feitas as conexões aéreas (por correias) ao novo “moegão”, as conexões ferroviárias, a melhor localização e posição do terminal ferroviário e, ainda, as regras de operacionalização do novo equipamento do Corredor.

“Se a gente quer crescer, como indicam as previsões, a gente precisa ter uma adequada recepção ferroviária. É um segmento modal importante que hoje, no porto, ainda é subaproveitado. A hora que a gente capacita e melhora o ferroviário, ganha o conjunto logístico do porto”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná.

PROJETO – O projeto foi apresentado pela Portos do Paraná aos representantes dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá durante a reunião mensal da Atexp, em julho.

A proposta é a construção de uma moega (instalação para receber e destinar graneis sólidos às correias transportadoras) exclusiva para a descarga dos trens no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Os granéis sólidos, como soja, milho e farelo, vindos pela ferrovia chegariam nesta estrutura e seguiriam aos terminais por correias transportadoras.

Em princípio, seriam três linhas independentes de correias. Cada uma com capacidade para receber carga de até 60 vagões de produtos diferentes, simultaneamente. Essas correias transportadoras seriam conectadas com os terminais arrendados pela Portos do Paraná e os demais terminais poderiam se interligar ao sistema ou operar em conjunto.

O projeto beneficia toda a cadeia logística – portos, operadores, transportadores – com o aumento da capacidade de descarga e redução dos custos, e também para toda a comunidade.

BENEFÍCIOS – Para a população, as melhorias imediatas geradas com essa reorganização da descarga ferroviária no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá serão a eliminação das interferências rodoferroviárias; aumento da segurança; fluidez na circulação urbana; e a redução de ruídos, principalmente os gerados pelas buzinas dos trens.

De acordo com o diretor do Conselho de Administração da Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (Atexp) , André Maragliano, também gerente da Cargill, em Paranaguá, com a descarga ferroviária anual ampliada, a perspectiva é aumentar ainda mais a movimentação pelo Corredor. “Hoje já estamos batendo na casa das 20 milhões de toneladas. O projeto permite que avancemos para algo em torno de 23 a 25 milhões de toneladas, sem outros investimentos, sem aumento de novos terminais”, afirma.

Uma nova reunião, já com essa devolutiva dos terminais interessados, ficou marcada para 28 de novembro. “Agora vamos sentar, todos juntos, terminais, Rumo e Appa, para buscar o melhor layout que atenda à necessidade de todos, que vai possibilitar que esse moegão e as correias que vão ligá-lo a todos os terminais seja o mais viável possível, eficiente e produtivo”, diz o operador.

Fonte: APPA


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