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Postado em 17 de março de 2020 | 18:46

Autoridade Portuária adota plano de proteção contra coronavírus

Empregados da Autoridade Portuária de Santos, ao retornarem de viagens internacionais de trabalho, estudo ou lazer, terão de retomar suas atividades profissionais em casa, em regime de home office, por sete dias. O prazo pode ser prorrogado a critério da administração portuária.

Essa é uma das medidas de proteção definidas pela Autoridade Portuária (o novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp), para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. As ações, aprovadas na noite da última sextafeira (13) e já em vigor, integram a Resolução da Presidência nº 33.2020.

Um grupo de 13 funcionários da empresa portuária esteve na Espanha, participando de um curso da Fundación Valenciaport, na cidade de Valência. As atividades começaram no dia 7 passado e terminaram no último final de semana, o que permitiu o retorno dos empregados ao Brasil nesta semana.

Um dos integrantes deste grupo era o diretor-presidente da estatal, Casemiro Tércio Carvalho. Ele partiu para a Europa antes. Passou pela Alemanha e pelo Reino Unido, com a comitiva do projeto Sistemas Comunitários Portuários (Port Community Systems, na tradução do inglês).

A Tribuna apurou que alguns funcionários que estavam na Europa planejavam voltar ao trabalho ontem. Com as medidas de proteção aprovadas na sexta-feira, terão de trabalhar de casa. É o caso do diretor-presidente. A Resolução nº 33.2020 ainda prevê que os empregados que pretendem realizar viagens internacionais durante as férias devem informar tal plano previamente a sua chefia. E todos que regressarem do exterior terão, em até 24 horas do desembarque, de comunicar o fato por telefone ou mensagem eletrônica, para receber instruções de trabalho, “não devendo comparecer fisicamente na empresa”, segundo o documento.

Os funcionários que apresentarem febre ou sintomas de problemas respiratórios terão de ligar para o Disque Saúde, do Governo Federal (telefone 136) e informar seu superior imediato, para que a Autoridade Portuária possa monitorar o caso. O plano de proteção ainda suspendeu treinamentos internos e externos, visitas técnicas ao Porto, “congressos, eventos, simulados e qualquer outra atividade que envolva aglomerações de pessoas”. E viagens de trabalho terão de ser autorizadas pela diretoria. Ainda foram determinados o fechamento do Museu do Porto e a redução de reuniões presenciais, que devem ser substituídas, sempre que possível, por vídeo ou áudio conferências.

Exame

O presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, propôs que os funcionários da Autoridade Portuária que estavam na Europa realizem exames para verfiicar se foram contaminados pelo novo coronavírus. E só retornem ao trabalho se o resultado for negativo. Cirino criticou que, até a semana passada, profissionais como os guardas portuários ainda não haviam recebido materiais de higiene, como álcool em gel. “Eles estão na linha de frente, em contato com tripulantes. Precisam de cuidado”.

A Autoridade Portuária de Santos informou que “orientou seus empregados a tomar as mesmas precauções que devem ser tomadas por todas as pessoas para prevenção da doença”. Entre essas precauções, estão evitar aglomerações e contatos com pessoas doentes e higienizar as mãos constantemente com água, sabão e álcool gel. A estatal aponta que distribuidores de álcool foram instalados em vários pontos do Porto.

Fonte: A Tribuna


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